Governo do Distrito Federal
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8/02/19 às 10h07 - Atualizado em 8/02/19 às 10h08

Consequências psicossociais marcam gravidez na adolescência

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Foto: André Borges/Arquivo-Agência Brasília

A falta de apoio do parceiro para ajudar no cuidado do bebê, a rejeição da família e a vergonha de frequentar a escola gestante compõem a lista dos problemas mais comuns enfrentados pelas adolescentes que passam pela experiência da gravidez não planejada. De acordo com estudos, os riscos psicossociais afetam mais esse grupo, do que as complicações biológicas, por exemplo.

 

“Os principais riscos da gravidez na adolescência estão, majoritariamente, relacionados a questões psicossociais, o que envolve estudo, trabalho e falta de parceiro para cuidar do filho. Há, ainda, muitas vezes, a ausência da família, que pode rejeitar a gravidez e abandonar a adolescente”, destacou a médica de família e comunidade Denise Leite.

 

Foto: Mariana Raphael/Saúde-DF 

Segundo ela, quase sempre, a gestação nessa fase da vida não é planejada. “Primeiro, a adolescente leva um susto. Depois, surge o medo da não aceitação pela família, o temor de ser expulsa de casa para cuidar do filho sozinha e, ainda, a incerteza de conseguir um emprego”. A profissional frisa que o abandono da menina pela família e pelo parceiro pode ser penalizado na esfera criminal.

 

De acordo com a médica, que atua na Gerência de Atenção à Saúde de Populações em Situação Vulnerável e Programas Especiais da Secretaria de Saúde, quando a adolescente não recebe apoio, chega a desenvolver transtornos mentais, como depressão e ansiedade. Esses problemas podem ser causados em razão da insegurança por ter de cuidar do bebê e de assumir a responsabilidade sozinha.

 

Ailane Silva, da Agência Saúde