Governo do Distrito Federal
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2/06/16 às 18h45 - Atualizado em 30/10/18 às 15h15

Consulta pública ouve cadeirantes antes da aquisição de insumos

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Próxima compra prevê aquisição de duas mil cadeiras de rodas

BRASÍLIA (2/6/16) – “Somos dependentes da cadeira de rodas para o resto da vida. Por isso, precisamos de equipamentos confortáveis e de qualidade”. A frase é de Sirlei de Campos Ribeiros, durante a primeira consulta pública realizada pela Secretaria de Saúde, nesta quinta-feira (2), para que cadeirantes opinem sobre as especificações das cadeiras de rodas oferecidas pela rede pública antes de iniciar uma nova compra, que prevê a aquisição de dois mil equipamentos.

“Embora possua o conhecimento técnico, quem faz a compra não é quem necessita do equipamento. Por isso, queremos ouvir a categoria para envolver quem de fato fará o uso da cadeira, para elevar ainda mais a qualidade do que é oferecido”, enfatizou o subsecretário de Logística e Infraestrutura da Saúde (Sulis), Marcello Nóbrega.

A previsão é de que a próxima aquisição seja suficiente para atender os 1,8 mil pacientes que aguardam atualmente pelo equipamento, conforme apresentação da Minuta do Termo de Referência que tem como objeto o “Registro de Preço para posterior aquisição de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME) – Cadeiras de Rodas e Banho.

O processo inclui 11 modelos: banho, banho em concha, banho reclinável, paraplégica infantil, paraplégica adulto, tetra infantil, tetra adulto, tetra reclinável, monobloco, motorizada e para pessoas diagnosticadas com obesidade.

DEMANDA – Ao longo da consulta, as principais sugestões foram em relação à manutenção, tempo de garantia das cadeiras e elevar ainda mais a qualidade. “Se tivermos uma melhor manutenção, temos condições de aumentar o tempo de vida útil das cadeiras”, defendeu Sirlei, que também é presidente do Movimento Habitacional e Cidadania das Pessoas com Deficiência, a qual possui dois mil associados.

“Neste processo de compra, já estamos exigindo que o tempo de garantia aumente de um ano para dois. Além disso, vamos verificar se é possível oferecer uma manutenção contínua”, informou a gerente de Programa de Órteses e Próteses da Secretaria de Saúde, Rose Silva.

De acordo com o presidente da Instituição Cultural Educacional e Profissionalizante de Pessoas com Deficiência do Brasil, Sueide Miranda, a estimativa é de que mais de 30 mil pessoas utilizem cadeiras de rodas no DF.

O cadeirante Luís Maurício Alves, que também é conselheiro de Saúde representante do segmento usuário no DF, a capital do país está à frente de muitos estados neste quesito de compra de cadeiras. “Diferentemente de outros estados, aqui nós já temos a compra de cadeiras monobloco (motorizadas e esportivas), o que já é um grande avanço. Porém, precisamos continuar melhorando e ser exemplo”, finalizou.

Segundo a gerente do Programa de Órteses e Próteses, as sugestões serão levadas para análise técnica e jurídica. Com isso, dependendo da avaliação, serão incluídas no processo de compra.

ACESSO – As pessoas que possuem dificuldade para se locomover são avaliadas pelo médico, que faz a indicação do uso da cadeira de rodas. Com isso, o paciente é cadastrado pela Gerência de Órteses e Próteses, localizada na Estação do Metro da 114 Sul. Após ser convocado para fazer uma avaliação e perícia, a cadeira é adquirida pela Secretaria de Saúde.

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