Governo do Distrito Federal
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29/12/17 às 16h55 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Consumo excessivo de álcool nas festas de fim de ano traz riscos

Orientação é moderar o consumo e aumentar o tempo de intervalo entre as doses

BRASÍLIA (29/12/2017) – O consumo excessivo de álcool se torna mais corriqueiro com a chegada das confraternizações e festas de fim de ano. Por isso, a psicóloga e gerente do Centro de Atenção Psicossocial Candango, Denise Moreira, alerta as pessoas para fazerem a utilização de forma não tóxica dessa substância.

Segundo ela, os estudos apontam que, em geral, 0,2 gramas de álcool por litro de sangue não costumam provocar grandes danos. O valor equivale a um copo de cerveja, um cálice grande de vinho ou uma dose de bebida destilada. Já acima de 0,2 gramas por litro, o indivíduo começa a apresentar alteração das funções mentais e diminuição do grau de vigilância. Quanto maior o volume ingerido, maior é o comprometimento dos reflexos e maior é a tendência para a agressividade.

“Porém, não existem níveis seguros para o consumo de álcool. Cada um possui – dependendo da idade, sexo e saúde – um grau de tolerância. Quando a pessoa se autoconhece, ela consegue identificar o “grau” de tolerância para o uso”, disse a profissional.

Denise destaca que a orientação é moderar o consumo de bebidas alcoólicas, principalmente, quando a pessoa começa a identificar alterações no seu nível de consciência e outros sintomas, tais como: tontura, enjôos, dormências, alteração da fala, da marcha e raciocínio mais lento.

A profissional ressalta que uma dica para reduzir os riscos recorrentes do uso é beber lentamente e tentar aumentar o tempo de intervalo entre as doses, alterando bebidas alcoólicas com bebidas sem álcool, como água e sucos, além de não beber de estômago vazio. “Tratam-se de estratégias de redução de danos”, explica.

Como seu corpo reage ao excesso de álcool:

1) Comportamento agressivo e irracional, violência, depressão e nervosismo

2) Envelhecimento precoce

3) Resfriados frequentes, baixa resistência a infecções, maior risco de pneumonia

4) Problemas no fígado

5) Inflamação do pâncreas

6) Em homens, impotência sexual, em mulheres, malformação do feto

7) Dores nos nervos

8) Perda de memória

9) Surgimento de câncer de boca e garganta

10) Enfraquecimento do coração

11) Deficiência de vitaminas, inflamação no estômago, vômito, diarréia e desnutrição

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