Governo do Distrito Federal
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15/10/12 às 20h12 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

Controle de tuberculose no DF é referência nacional

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O programa de controle da tuberculose no Distrito Federal já é considerado de excelência e serve de referência para outros estados. Caracterizado como um problema de saúde pública no Distrito Federal, a tuberculose passou a ser uma das prioridades da Secretaria de Saúde (SES/DF). Em consonância com o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), do Ministério da Saúde, foram desenvolvidas ações e metas para o controle total da doença.

O Núcleo de Pneumologia Sanitária (NPS), da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep), é responsável por conduzir e descentralizar todas as ações de controle de tuberculose no DF, especialmente para a rede de Serviços da Atenção Básica à Saúde da SES, considerada uma das melhores do País. O que faz com que o programa seja o mais bem avaliado pelo Ministério da Saúde.

Os resultados dos principais indicadores apontam que a taxa da incidência da tuberculose no DF, em 2011, foi estimada em 11,8 (por 100 mil habitantes), a menor dentre as 27 Unidades da Federação e três vezes menor do que a média nacional, de 37,1. Por conta disso, o programa foi homenageado durante o V Encontro Nacional de Tuberculose (maio/2012), pelo relevante trabalho desenvolvido para o controle da tuberculose no DF e no Brasil.

Além da qualidade do serviço de controle da tuberculose oferecido à população do Distrito Federal, o Hospital Regional do Gama (HRG) é referência na região centro-oeste no atendimento a doença, recebendo inúmeros pacientes de outros estados. O programa de tuberculose do HRG conta com 22 leitos reservados para os casos que necessitem de internação, três ambulatórios semanais para acompanhamentos dos pacientes e investigação dos comunicantes.

Doença

A tuberculose é uma doença causada pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis) que afeta vários órgãos do corpo, mas principalmente os pulmões. É transmitida pelo ar, quando a pessoa tosse, fala ou espirra. Os principais sintomas são tosse prolongada (por mais de três semanas) com ou sem catarro, cansaço, emagrecimento, febre (noturna) e suor noturno. Em 1993, a OMS declarou a tuberculose como uma emergência global.

Desde 2003, a doença é prioridade do governo federal. Com isso, houve o fortalecimento da descentralização das ações de atenção ao paciente, que fez com que mais municípios assumissem seu papel no controle da tuberculose.

Entre os grupos mais vulneráveis, ou sob risco maior de contrair a tuberculose, encontra-se a população que vive em situação de rua, população privada de liberdade e também a população indígena. Com isso, fica o alerta para uma maior interação da sociedade civil em garantir a sustentabilidade dessas ações de controle às classes sociais menos favorecidas.

Hugo Mendes