Governo do Distrito Federal
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6/09/19 às 11h34 - Atualizado em 6/09/19 às 15h27

Curso atualiza protocolo sobre cuidados a pacientes com Sífilis

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Debate reflete preocupação com disseminação da doença e negligência no tratamento

 

Profissionais da Atenção Primária e especializada da Região de Saúde Sudoeste debateram o novo protocolo do Ministério da Saúde que atualiza as normas sobre prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pacientes com sífilis. A atualização aborda a sífilis adquirida, em gestantes, a congênita e criança exposta à doença.

 

O curso, realizado durante todo o dia desta quinta-feira (5), foi dirigido aos profissionais da Atenção Primária à Saúde, médicos e enfermeiros dos hospitais regionais de Taguatinga e de Samambaia que atuam nos centros obstétricos, maternidades, neonatologias, Ginecologia e Pediatria.

 

“A região está promovendo capacitações e uma formação continuada para os profissionais, atualizando os servidores para que estejam cientes das novas diretrizes do Ministério da Saúde. Essas ações fazem parte do Acordo de Gestão Regional e visa a melhoria dos indicadores”, informou a superintendente da Região de Saúde Sudoeste, Lucilene Florêncio.

 

De acordo com a chefe do Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Atenção Primária, Kelly Coelho, “o protocolo é criado pelo Ministério da Saúde e determina as diretrizes a serem seguidas. O intuito da atualização dos profissionais da Atenção Primária e das especializadas é diminuir o risco de transmissão, reforçar os tratamentos e qualificar as notificações da doença”, explica Kelly.

 

Entre os problemas que a sífilis congênita pode trazer para o feto estão o aborto espontâneo, o parto prematuro, a má-formação do feto, surdez, cegueira, deficiência mental e morte ao nascer.

 

O diagnóstico da sífilis é feito através do teste rápido (TR), que fica pronto em 30 minutos e é um dos realizados pelas gestantes durante o pré-natal. Todas as unidades básicas de saúde (UBS) da região dispõem de teste rápido para a doença.

 

A INFECÇÃO – De acordo com o Ministério da Saúde, a sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e exclusiva do ser humano, causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária).

 

Nos estágios primário e secundário da infecção, a possibilidade de transmissão é maior. A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada ou para a criança durante a gestação ou o parto.

 

 

O acompanhamento das gestantes e dos parceiros sexuais, durante o pré-natal, previne a sífilis congênita e é fundamental.

 

DIAGNÓSTICO – O teste rápido (TR) de sífilis está disponível nos serviços de saúde do SUS, sendo prático e de fácil execução, com leitura do resultado em, no máximo, 30 minutos, sem a necessidade de estrutura laboratorial. Esta é a principal forma de diagnóstico da doença.

 

Nos casos de TR positivos (reagentes), uma amostra de sangue deverá ser coletada e encaminhada para a realização de um teste laboratorial (não treponêmico) para confirmação do diagnóstico. O tratamento é feito com antibióticos, receitados pelo médico e aplicado na Unidade Básica de Saúde.

 

Josiane Canterle, da Agência Saúde

Fotos: Divulgação/Saúde-DF

Vídeo: Ministério da Saúde