Governo do Distrito Federal
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4/04/14 às 13h32 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

Depressão é doença e pode levar ao suicídio

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Fator genético pode influenciar no aparecimento da doença

A depressão é uma doença que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Apesar disso, parte da população não considera as doenças da mente como reais, e várias pessoas com depressão sofrem preconceito diariamente. A médica psiquiatra do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), Hiltanice Medeiros Bezerra, alerta para o risco de suicídio. “A depressão aumenta de 12 a 20 vezes o risco de suicídio. Nas mulheres, esse risco é até três vezes maior. No entanto, o maior êxito é dos homens”, afirmou.

Hiltanice disse que depressão é sim uma doença e merece ser tratada como tal. “Não é porque não vemos os sintomas que a depressão não é uma doença real. Ela causa problemas gravíssimos, e, dependendo da intensidade, pode causar sérios danos na vida do afetado e das pessoas ao seu redor, e diminui bastante a qualidade de vida do doente”, explica.

A depressão tanto é uma doença que o fator genético influencia no aparecimento do problema. “Estudos atuais mostram a importância do fator genético na doença. Porém, a genética por si só não causa depressão. Fatores estressantes como luto ou demissão podem desencadear depressão, mas apenas nas pessoas com predisposição. Por isso, existem estudos para entender porque algumas pessoas passam por situações estressantes e se recuperam, e outras permanecem em estado catártico”, comenta a psiquiatra.

Os principais sintomas de uma pessoa com depressão clínica são queixas de tristeza, choro fácil, desânimo, remoer eventos passados, dificuldade para se concentrar, problemas no sono (sonolência ou insônia) e alteração no peso (tanto ganho quanto perda de peso).

O tratamento para a depressão depende do diagnóstico da doença. No caso de depressões mais “leves”, o paciente pode ser beneficiado apenas com o tratamento psicoterápico. Em depressões mais graves – especialmente aquelas que apresentam comportamento suicida – é fundamental o uso de psicofármacos. Dependendo da gravidade, pode ser recomendado o uso de Eletroconvulsoterapia (ECT), que consiste na alteração da atividade elétrica do cérebro por meio da corrente elétrica. O procedimento é seguro, eficaz e indolor, segundo a médica.

A psiquiatra lembra, ainda, que a família e amigos do paciente devem apoiá-lo no tratamento. “Familiares devem ajudar nesse momento, especialmente levando para uma avaliação médica, mesmo quando o paciente apresentar resistência, participando ativamente do processo”.

Tratamento

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) atendem a população de várias regiões de Brasília. Todos os CAPs possuem especialidade para adultos acima de 18 anos com transtornos mentais graves e persistentes, enquanto os CAPs ad são direcionados para transtornos com dependência química. Para crianças e adolescentes, o Adolescentro e o Centro de Orientação Médico Psicopedagógica (COMPP) são os indicados para tratamento.

Por Paulo Cronemberger, da Agência Saúde DF
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