Governo do Distrito Federal
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15/01/14 às 18h39 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

DF ganhará Unidade de Transplante de Medula Óssea

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Inauguração está prevista para março

Primeiro lugar no Brasil em captação de órgãos, em 2013, o Distrito Federal alcançará outra conquista, com inauguração da Unidade de Transplantes de Medula Óssea, prevista para o fim de março. O anúncio foi feito pelo governador Agnelo Queiroz, nesta quarta-feira (15), durante visita às obras de ampliação do Instituto de Cardiologia do DF (ICDF). Serão 27 leitos de enfermaria e 12 de hospital dia para o atendimento desse tipo de procedimento.

“Estamos visitando uma área que vai ser o maior centro de transplante de medula óssea do país. Começamos a fazer (a obra) no ano passado e com essa ampliação, a partir da parceria com o Ministério da Saúde (MS), vamos conseguir não só atender a nossa demanda, mas ser referência para o país inteiro”, afirmou o governador do DF, Agnelo Queiroz.

O ICDF já realiza transplante de medula óssea, mas possui apenas dois leitos. No ano passado foram feitos três transplantes de medula no DF. Com os novos leitos, este ano devem ser realizados 56 procedimentos. 

“Hoje, fazemos somente um tipo de transplante, com a medula do próprio paciente, que chamados de autólogo. A ampliação permitirá realizar o transplante halogênico, com outros doadores”, informou a diretora médica do ICDF, Núbia Vieira. Segundo ela, há uma fila nacional de pacientes de outros estados e do DF que já sabem quem é o doador. “No entanto, essa fila não está associada com leitos existentes e, agora, pretendemos fazer essa interação”, complementou. 

O secretário de Saúde em exercício, Elias Miziara, também participou da visita e da entrega oficial de novos equipamentos hospitalares ao ICDF, adquiridos pelo Fundo Nacional de Saúde, verba do MS destinada ao Instituto por emendas parlamentares. O ICDF recebeu três novos elevadores (com capacidade para transporte de maca); tomógrafo computadorizado (com 160 canais); ressonância magnética atualizada; e dois ecocardiógrafos, sendo um tridimensional. O investimento, somando os equipamentos novos e a construção da Unidade de Transplantes de Medula Óssea, foi de R$ 13 milhões.

De acordo com o secretário, os novos equipamentos servirão para reforçar as atividades que o próprio instituto desenvolve. “Sempre há a necessidade de renovação do parque tecnológico, além do aumento da capacidade de atendimento para os usuários que procuram essa instituição. Especialmente, claro, os pacientes que são regulados e trazidos pela Secretaria de Saúde do DF, pois o ICDF é nosso parceiro”, declarou Miziara.

No ano passado, o DF ocupou o primeiro lugar no Brasil em captação de órgãos – com 32,7 doadores por milhão de habitantes, ultrapassando a média nacional, ou seja, de 15 doadores. Além disso, é recordista em transplante de coração e córnea, ficando em segundo no ranking de transplantes de pulmão, fígado e rim.

Por Patrícia Kavamoto, da Agência Saúde DF
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