Governo do Distrito Federal
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15/12/15 às 20h29 - Atualizado em 30/10/18 às 15h13

DF não possui casos de microcefalia relacionados ao Zika Vírus

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Servidores da Saúde debateram vigilância epidemiológica do vírus e microcefalia

BRASÍLIA (15/12/15) – Até o momento, o Distrito Federal possui 12 casos de microcefalia em investigação. Estima-se que, por ano, de quatro a cinco bebês nascem com o agravo no DF. Os dados foram apresentados no Ciclo de Debates promovido pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep), durante a manhã de segunda-feira (14), entre os seus servidores. Desta vez, o tema foi a Vigilância Epidemiológica do Zika Vírus e Microcefalia pelo vírus no DF.

A diretora da Divep, Cristina Segatto, apresentou aos servidores como será o fluxo das investigações dos casos suspeitos no DF. “O profissional de saúde terá até 48 horas após o parto para notificar o caso de recém-nascido com perímetro cefálico igual ou menor a 32 cm, uma vez que, durante este período, esse perímetro tende a aumentar, principalmente, em casos de parto normal. Então é realizada a segunda medição dentro dessas 48 horas. Se o perímetro cefálico não tiver aumentado, o profissional fará a notificação”, explica.

Segatto ressalta a importância de salientar que o DF não teve nenhum caso de Zika vírus. Os dois casos diagnosticados nas unidades de saúde de Brasília foram de pacientes que contraíram a doença em outros estados. Além disso, a capital federal não tem nenhum caso de microcefalia associada ao vírus.

“Diante do quadro vivenciado no país, o DF elaborou a sua estratégia como forma de prevenção, uma vez que ainda não temos qualquer caso de microcefalia pelo Zika vírus. Nos 12 casos de microcefalia em investigação, primeiro temos que verificar se realmente se tratam de microcefalia ou outra malformação. Se o caso for confirmado como microcefalia, a vigilância faz a notificação ao Ministério da Saúde e inicia a investigação para saber se o fato tem associação com o Zika vírus ou não”, destaca a diretora.

MICROCEFALIA – A microcefalia não é um agravo novo. Trata-se de uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Neste caso, os bebês nascem com perímetro cefálico menor que o normal, que habitualmente é superior a 32 cm.

Por não se tratar de uma doença de notificação compulsória, onde o caso obrigatoriamente tem de ser notificado à vigilância epidemiológica, os dados registrados apontam que, anualmente, o DF possui de quatro a cinco notificações de microcefalia no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc). No entanto, estima-se que, no DF, a média anual é de nove casos de malformação de recém-nascidos internados, o que inclui a microcefalia e outras doenças. “Muitas vezes o médico ou não preenche no formulário de nascimento que a criança nasceu com microcefalia ou então preenche apenas informando que houve uma malformação, mas não especifica qual. Portanto, diante desta nova situação, todo caso suspeito passa a ser de notificação obrigatória para que a vigilância epidemiológica possa notificar o caso investigado como microcefalia ou não”, explica Segatto.

FLUXOGRAMA – O fluxo de notificação, investigação e acompanhamento dos casos notificados de microcefalia e de gestante com doença exantemática, infecção com vermelhidão na pele, foi elaborado pela Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS/SES) em parceria com a Coordenação de Neonatologistas, Infectologia Pediátrica, Neurologia Pediátrica, Diretoria de Áreas Estratégicas da Atenção Primária (Rede Cegonha, Atenção Integrada à Saúde da Mulher e Criança).

O plano visa integrar todas as ações de notificação e investigação epidemiológica no Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) com a avaliação clínica, assistência pediátrica (neurologistas, infectologistas e neonatologistas, entre outros da rede de atenção) e laboratorial (Lacen/DF).

Os objetivos propostos são de monitorar a situação epidemiológica das complicações envolvendo gestantes e recém-nascidos, potencialmente associadas à infecção pelo Zika vírus; detectar a ocorrência de casos graves e óbitos potencialmente relacionados à infecção pelo Zika vírus; identificar grupos e fatores de risco para complicações pela infecção pelo Zika vírus; orientar a utilização das medidas de prevenção e controle disponíveis e elaborar e divulgar informações epidemiológicas.

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