Governo do Distrito Federal
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16/10/12 às 17h17 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

DF registra 118 casos de sífilis congênita em 2011

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A sífilis congênita é adquirida pelo feto por meio do contato com o sangue da mãe infectado pelo Treponema pallidum. No DF, embora tenha ocorrido declínio da sífilis congênita – 3,4 casos por 1.000 nascidos vivos (NV) em 2004 para 1,6 por 1000 NV vivos no ano 2009 – em 2010, observou-se um aumento subindo para 2,1 casos por 1.000 NV a incidência da transmissão vertical da sífilis. Em 2011, a incidência chegou a 118 casos (2,7 casos por 1000 NV).

Em relação às características dos casos de sífilis congênita notificados no período de 2007 a 2012, observa-se que a maior proporção dos casos de sífilis congênita diagnosticados no DF tem menos que sete dias de vida. Tal fato pode indicar que o diagnóstico está sendo realizado nas maternidades do DF. Em 2007, foram registrados 67 casos e a proporção foi de 95.7%. Nesse ano, o número de casos é de 66 e a proporção 98.5%. Esses dados são parciais e obtidos das fichas de notificação/investigação de casos.

Prevenção
O diagnóstico precoce no pré-natal e o tratamento da gestante são eficazes na prevenção da doença. De acordo com o Gerente de DST, Aids e Hepatites Virais, Luiz Fernando Marques, esse diagnóstico consiste na realização do teste VDRL e no tratamento imediato da gestante e seu parceiro, quando diagnosticada a doença, a fim de evitar que a gestante adquira uma nova infecção. “O tratamento é simples, realizado com penicilina, 30 dias antes do parto”, comenta.

Neste cenário, a adesão da SES/DF à Rede Cegonha representa um importante diferencial na busca de melhoria das ações de prevenção e controle da transmissão vertical da sífilis. A implantação dessa rede traz a possibilidade de melhoria do acesso ao diagnóstico de sífilis no pré-natal, tornando-o mais oportuno por meio da tecnologia de testagem rápida para as gestantes e suas parcerias sexuais.

Sífilis Congênita
• Quando a mãe tem sífilis, pode passar a doença para o bebê durante a gravidez, que, então, nascerá com sífilis congênita.

• No bebê, a sífilis congênita pode causar cegueira, surdez, retardo mental, alterações nos ossos e até a morte do recém–nascido. A sífilis é responsável também por muitos casos de abortos espontâneos.

• Toda mulher grávida deve comparecer às consultas de pré-natal e realizar o exame chamado VDRL para saber se tem sífilis.

• Caso o resultado do exame seja positivo, a mulher e seu parceiro devem ser tratados.

• A mulher grávida que estiver com sífilis deve iniciar o tratamento imediatamente, para evitar que o bebê nasça com sífilis congênita.

• O tratamento e o uso da camisinha durante as relações sexuais evitam nova infecção entre o casal e protegem o bebê da doença.

Patrícia Kavamoto