Governo do Distrito Federal
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14/12/18 às 10h06 - Atualizado em 14/12/18 às 10h15

DF tem 12 mil pessoas em tratamento de HIV/Aids

 

 

 

 

 

 

 

Diversas unidades realizam o acompanhamento e fazem testes para diagnóstico

 

Aproximadamente, 12 mil pessoas com HIV/Aids estão em tratamento nas redes pública e privada de saúde do Distrito Federal, recebendo medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O gerente de Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Saúde do DF, Sérgio Dávila, explica que todas as regiões de saúde possuem serviços de referência para acompanhamento.

 

Ao todo, são oito unidades públicas de saúde: Hospital Dia da Asa Sul e ambulatórios dos hospitais regionais de Sobradinho, Ceilândia e Universitário de Brasília. Também são referências as policlínicas de Taguatinga, Lago Sul, Planaltina e Gama.

 

“A Secretaria de Saúde do DF mantém as ações de prevenção e diagnóstico nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com oferta de preservativos masculinos e femininos e realização de exames para o HIV, sendo, na maioria dos locais, de testagem rápida”, ressalta Dávila. Ele destaca que cerca de 1 milhão de preservativos masculinos são distribuídos, mensalmente, na rede pública de saúde.

 

EXAMES – Segundo Dávila, o diagnóstico das infecções sexualmente transmissíveis (IST) é realizado em todas as UBSs, sendo ofertados testes rápidos para HIV, sífilis, hepatites B e C. Outras ISTs necessitam de exames laboratoriais e clínicos, realizados por profissionais de saúde, a fim de definir o tratamento adequado.

 

No DF, a população também conta com o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), localizado no mezanino da rodoviária do Plano Piloto, onde há testagem rápida para HIV, sífilis, hepatites B e C, além de tratamento de HPV no Ambulatório de Saúde do Homem. O CTA funciona em dias úteis, das 8h às 12h e das 13h às 22h. As senhas são distribuídas às 8h, 13h e 17h.

 

No caso do HIV, após o diagnóstico do vírus, o paciente é encaminhado para avaliação. São feitos outros exames complementares para averiguar a situação de saúde e o estágio da infecção para estabelecer o tratamento adequado com os antirretrovirais e outros medicamentos indicados, quando necessário.

 

MEDICAMENTOS – A Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) já foi implantada no Hospital Dia. Após avaliação por profissionais especializados, o usuário passa a usar um medicamento específico para evitar o HIV (Tenofovir + Entricitabina), reduzindo o risco de contrair o vírus.

 

O paciente recebe todas as orientações, além de acompanhamento sobre o uso de camisinha e demais cuidados para não contrair outras IST. O DF é o quinto estado, no país, em número de pessoas usando a PrEP, com cerca de 260 usuários cadastrados.

 

Já a Profilaxia Pós-exposição ao HIV (PEP) é prescrita em caso de situação de risco de infecção pelo HIV (em acidente de trabalho ou relação sexual mediante violência ou não). O uso do medicamento é feito por 30 dias com o objetivo de impedir a infecção. Em média, por mês, são dispensados medicamentos para 20 usuários.

 

 

Ailane Silva, da Agência Saúde

Fotos: Matheus Oliveira/Arquivo-SES