Governo do Distrito Federal
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14/11/18 às 8h15 - Atualizado em 14/11/18 às 14h03

DF tem serviços de excelência para prevenir complicações do diabetes

Controle de glicemia é um dos serviços oferecidos no Cedoh

 

O Dia Mundial do Diabetes, comemorado nesta quarta-feira (14), foi criado para chamar a atenção dos cidadãos e governantes para a problemática do diabetes e suas necessidades. Como é uma doença silenciosa, os sintomas podem demorar anos até se manifestarem. Por isso, os cuidados para preveni-la e tratá-la devem ser constantes.

 

No Distrito Federal, existem serviços de excelência nessa área que atendem, juntos, cerca de 1.780 pacientes por mês. São eles: o Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão (Cedoh), na Entrequadra 208/408 Norte; e o Centro de Atenção ao Diabético e ao Hipertenso (CADH), que funciona no Hospital da Região Leste (HRL, antigo Hospital do Paranoá). Vale lembrar que o acompanhamento de pacientes com diabetes também é feito nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de cada cidade.

 

Segundo a gerente do Cedoh, Eliziane Leite, a prevenção do diabetes precisa ser feita antes do diagnóstico, com o objetivo de evitar complicações. “Por ser uma doença com poucos sintomas, é silenciosa, o que faz o diagnóstico ser demorado. Nessas circunstâncias, a prevenção acaba sendo para as consequências, como problemas no coração ou no pé”, explica.

 

Segundo Eliziane Leite, prevenção do diabetes precisa ser feita antes do diagnóstico

 

Para os pacientes com diabetes do tipo 2, que desenvolvem a doença ao longo da vida, as recomendações incluem: ter uma alimentação saudável, praticar atividade física e fazer o automonitoramento do açúcar no sangue. É necessário, também, a prescrição de medicamentos e insulinas para que os sintomas que interferem na qualidade de vida e as complicações de longo prazo sejam minimizados.

 

SERVIÇOS – No Cedoh, o paciente tem acesso a todo tipo de auxílio necessário ao controle do diabetes. Ele recebe desde seringas, para aplicação de insulina, até lancetadores, para controle de glicemias capilares, realizadas pela coleta de sangue na ponta do dedo. É feita, ainda, a distribuição de medicações orais, insulinas especiais (os análogos de insulina), sistema de infusão contínua de insulina, exames de pé diabético, entre outros serviços.

 

Diabético, o servidor Fábio Ribeiro foi atendido no Cedoh

 

No caso do servidor público Fábio Ribeiro, 42 anos, a assistência no Cedoh avaliou os seus pés, para procurar algum sintoma de agravo da doença. O teste incluiu uma inspeção geral para encontrar deformações, além de testes de sensibilidade. “Esse é um trabalho excelente da parte dos profissionais. Eles me recomendaram esse exame uma vez por ano. É importante fazer esses tipos de inspeção para averiguar se tudo está bem”, comentou o servidor.

 

“O grande temor desses pacientes é uma amputação (no caso do pé diabético). Por isso, o ideal é a prevenção. Desde o diagnóstico, o paciente tem de fazer exames. Se não tem nada, todo ano voltar, refazer testes, ver se tudo está em ordem”, informou o fisioterapeuta do centro, Sérgio Parente, que atendia Fábio.

 

Exames do pé diabético são feitos para avaliar sensibilidade e encontrar deformações

 

ATENDIMENTO – O Cedoh atende cerca de 1.400 pacientes por mês, direcionados da rede pública de saúde, por meio da Central de Regulação. O espaço conta com uma equipe multiprofissional, composta por médicos (endocrinologistas, nefrologistas e homeopatas), enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas.

 

“O que faz a diferença no Cedoh é a equipe completa. O médico, isoladamente, não consegue fazer o melhor atendimento. É importante que todos sejam especialistas em diabetes, do nutricionista ao enfermeiro, fisioterapeuta. Cada um orientando o paciente conforme sua área”, ressalta a gerente do centro especializado.

 

CADH – Já no Centro de Atenção ao Diabético e ao Hipertenso, a média é de 380 atendimentos por mês. Na unidade, atuam médicos (endocrinologistas, cardiologistas e oftalmologistas), nutricionista, psicólogo, enfermeiro, técnico de enfermagem e assistente social.

 

Segundo a endocrinologista do CADH, Érika Garcia, o grande diferencial do centro é estabelecer uma integração com as equipes da atenção básica. “Esse é o nosso maior serviço de prevenção”, conta.

 

De acordo com ela, o CADH faz matriciamento em diabetes para as equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) da Região Leste, que engloba Paranoá, Itapoã e São Sebastião. A técnica viabiliza o compartilhamento de informações, de forma interdisciplinar, entre equipes de saúde, aperfeiçoando a qualidade do atendimento aos usuários.

 

“Temos uma ligação muito grande com a atenção básica. Damos a orientação completa às equipes que fazem os primeiros atendimentos, que ensinam aos pré-diabéticos o que eles precisam mudar no estilo de vida para evitar o desenvolvimento do diabetes”, explica Garcia.

 

DADOS – Os últimos dados do Ministério da Saúde, referentes a 2016, estimam que 8,9% da população acima dos 18 anos, no Distrito Federal, são acometidas pelo diabetes, o equivalente a 260 mil brasilienses. Desses, aproximadamente, 70% recebem assistência da Secretaria de Saúde – cerca de 180 mil portadores da doença.

 

DIA MUNDIAL – Desde 1991, o 14 de novembro é celebrado pela Federação Internacional de Diabetes (International Diabetes Federation) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como o Dia Mundial do Diabetes. A data foi escolhida por ser o aniversário de Frederick Banting, o médico canadense que, com o seu colega Charles Best, conduziu as experiências que levaram à descoberta da insulina, em 1921.

 

Leandro Cipriano, da Agência Saúde
Fotos: Breno Esaki

 

Dia mundial do Diabetes