Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
26/06/18 às 18h09 - Atualizado em 30/10/18 às 14h58

DF terá campanha de vacinação antirrábica ampliada e itinerante

COMPARTILHAR

 

Subsecretário Marcus Quito destacou as novidades nesta edição da campanha. Foto: Mariana Raphael/Agência Saúde

 

Com o objetivo de melhorar a cobertura vacinal contra raiva em cães e gatos, a Secretaria de Saúde anunciou, nesta terça-feira (26), em coletiva de imprensa, mudanças na Campanha de Vacinação Antirrábica Animal deste ano, que será realizada no Distrito Federal de quinta-feira (28) até 29 de setembro.

 

Agora, a iniciativa vai ocorrer de segunda a sexta-feira, nos meses de julho, agosto e setembro, pelo período de 12 semanas, em vez de ser realizada apenas em três fins de semana, como nos anos anteriores. Confira a lista completa dos dias e locais onde a campanha será realizada. A abertura será no Hospital Veterinário de Brasília, em Taguatinga.

 

“A estratégia esse ano é inovadora em relação aos anos anteriores, mas o objetivo continua sendo a prevenção da raiva animal para evitar a raiva humana no DF”, comentou o diretor de Vigilância Ambiental em Saúde, Rafael Almeida.

 

Além disso, também será feita uma campanha itinerante em todo o território do DF, envolvendo condomínios, comunidades rurais e áreas urbanas, permitindo que a população vacine seus animais nos dias úteis. Em agosto, a inciativa abrangerá também as áreas rurais, em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

 

“No caso dos itinerantes, será um conjunto de equipes móveis que irão a vários locais, de porta em porta, fazendo busca ativa dos cães e gatos”, completou.

 

O subsecretário de Vigilância à Saúde, Marcus Quito, explicou que os dados públicos mostram que temos coberturas menores.

 

“Pode ser por um motivo relacionado à população estar levando a estabelecimentos particulares ou por falta de tempo e disponibilidade de levar nos postos de vacinação abertos na Secretaria de Saúde”, ponderou Quito.

 

Para este ano, a expectativa da Secretaria de Saúde é vacinar durante a campanha cerca de 270 mil cães e gatos, o que representa os 80% do público-alvo. A população estimada desses animais no DF é de aproximadamente 340 mil desses animais.

 

INÍCIO – Outra novidade na campanha de vacinação está relacionada ao chamado Dia D, data em que concentram esforços para atingir o objetivo final. Nesta edição, a campanha terá dois em 21 de julho e 29 de setembro para as áreas urbanas, e 25 de agosto na área rural. Serão mais de 80 postos disponíveis para vacinação em todo o Distrito Federal, com a lista dos locais sendo divulgada próxima dos dias da imunização.

 

Ao longo de toda a campanha participarão quase 500 profissionais das secretarias de Saúde e do Meio Ambiente, do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), da Emater, além de universitários do curso de medicina veterinária de diversas instituições de ensino.

 

Cães e gatos imunizados em 2017 devem ser vacinados novamente. Foto: Matheus Oliveira/Arquivo SES

 

Devem ser vacinados cães e gatos saudáveis com idade igual ou maior a três meses de idade, bem como as fêmeas que estiverem gestantes ou recém-paridas. Cães e gatos já vacinados na campanha antirrábica do ano passado devem tomar novamente a dose deste ano.

 

RAIVA – É uma doença 100% letal ao ser humano. O vírus é transmitido do animal para o homem principalmente através de mordida. Cães e gatos são os principais transmissores da doença.

 

Mesmo a raiva estando controlada no DF é necessário que os cães e gatos sejam vacinados, pois a vacina é a única forma de prevenção.

 

O único caso de raiva humana no DF foi registrado em 1978. Já as ocorrências em cães e gatos se deram nos anos 2000 e 2001, respectivamente.

 

Entre os sinais clínicos da raiva, é possível destacar que os cães se tornam agressivos, mordendo pessoas, animais e objetos, ou ficam tristes, procurando lugares escuros; o latido torna-se diferente do normal; ficam de boca aberta e muita salivação; recusam alimento ou água, tendo dificuldade de engolir (parecendo engasgado); ficam sem coordenação motora, passam a ter convulsão, paralisia das patas traseiras (como se estivesse descadeirado); paralisia total e morte.

 

Em caso de suspeita da doença, é importante deixar o animal em observação durante 10 dias, em local seguro, para não fugir nem atacar pessoas ou outros animais. Deve receber água e comida normalmente. Caso não seja possível observar o animal em casa, encaminhá-lo ao canil da Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde, da Secretaria de Saúde.

 

TEXTO: Leandro Cipriano, da Agência Saúde