Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
29/01/13 às 17h28 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

Dia de luta contra a hanseníase

Busca ativa de casos novos em moradores de rua

O Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase – 27 de janeiro – será lembrado nesta quarta-feira (30), das 8h às 17h, no Consultório na Rua, localizado na 903 Sul, onde serão realizados atendimentos dermatológicos para busca ativa de casos novos em moradores em situação de rua. A ação, promovida pelo Núcleo de Dermatologia Sanitária da Secretaria de Saúde do DF, tem o objetivo de avançar no processo de eliminação da doença como problema de saúde pública.
“Indivíduos com maior vulnerabilidade social apresentam elevado risco de adoecimento. Em virtude disso, realizaremos, juntamente com a Gerência de Atenção à Saúde da População em Situação Vulnerável, uma busca ativa de casos de hanseníase nesta população, considerada o grupo de maior exposição da doença”, destaca a dermatologista da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS), Dra. Diva Previtera.

Os dados epidemiológicos do DF revelam que, nos últimos cinco anos, houve uma queda na notificação de casos novos, de 37,75%, em média, para 7,55% ao ano. Em 2012, foram diagnosticados 168 casos novos no DF, sendo que cinco deles em pessoas com menos de 15 anos de idade, o que representa um circuito de transmissão ativa da doença. Por isso, a Secretaria de Saúde, em parceria com o Ministério da Saúde, intensificará os trabalhos com foco nesse grupo.

Na semana de 18 a 22 de março, será realizada a Campanha Nacional de Eliminação da Hanseníase Geohelmintíase, voltada para a detecção precoce da doença em pessoas com menos de 15 anos. A campanha será levada a escolas públicas de Ceilândia (local de maior incidência no DF), e mobilizará a participação de uma equipe multiprofissional para desenvolver atividades lúdicas, pedagógicas e de sensibilização, além da distribuição de material de divulgação e realização de exame dermatológico.

As incapacidades físicas observadas na hanseníase acarretam problemas psicológicos, limitação da vida social e da capacidade de trabalho, além do preconceito contra seus portadores. Essas repercussões tornam-se mais graves quando o indivíduo é acometido ainda na infância.

A doença
A Hanseníase é uma doença infecto-contagiosa crônica, que ataca os nervos e a pele, podendo ainda afetar outros órgãos, como o fígado, os testículos e os olhos. É uma doença que tem tratamento e cura. No entanto, com o diagnóstico tardio e sem o tratamento adequado, ela pode evoluir para graves deformações em áreas do corpo. Uma pessoa que apresente a forma infectante da doença, e que esteja sem tratamento, poderá transmiti-las a outras pessoas suscetíveis com quem tenha contato direto e prolongado.

Assim que o tratamento é iniciado, a doença deixa de ser transmitida. O período de tratamento varia de seis meses a um ano, e o paciente pode ficar completamente curado, desde que siga corretamente os cuidados necessários. Assim, buscar o auxílio médico é a melhor forma de evitar a evolução do quadro e a contaminação de outras pessoas. “Quanto mais precoce for o diagnóstico da hanseníase, menor será a ocorrência de incapacidades do portador, além de interromper imediatamente a cadeia de transmissão da doença”, conclui a Dra. Diva.

Alguns dos sintomas da hanseníase são: manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas pelo corpo; diminuição da sensibilidade ao calor, à dor e ao tato; caroços e inchaços pelo corpo.

Hugo Mendes