Governo do Distrito Federal
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30/01/13 às 18h10 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

Dia Mundial de Luta Contra Hanseníase no Paranoá

Programação reunirá pacientes nesta quinta-feira (31)

O Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase (27 de janeiro) será lembrado pela Regional de Saúde do Paranoá nesta quinta-feira (31), com a realização de um encontro entre pacientes e ex-pacientes da doença. A ação, no Centro de Saúde 01 da regional, a partir das 8h, visa proporcionar conversas sobre o tema, com depoimentos de pacientes do Paranoá e Itapoã.

A iniciativa é da Coordenação Geral de Saúde do Paranoá, por meio da Diretoria de Atenção Primária a Saúde; da Coordenação do programa de Controle da Hanseníase; do Núcleo de Vigilância Epidemiológica e dos profissionais de saúde da Atenção Primária.

De acordo com a diretora de Atenção Primária a Saúde, Eleuza Procópio Martinelli, a hanseníase ainda é um sério problema de saúde pública. “Talvez pela intensificação nas buscas, estamos entre as regionais do DF com maior coeficiente de detecção da doença, com 35 pacientes. Desse total, 15 já terminaram o tratamento, mas continuam sendo acompanhados”, ressaltou.

As incapacidades físicas observadas na hanseníase acarretam problemas psicológicos, limitação da vida social e da capacidade de trabalho, além do preconceito contra os portadores. Essas repercussões tornam-se mais graves quando o indivíduo é acometido ainda na infância.

Os dados epidemiológicos do DF revelam que, nos últimos cinco anos, houve uma queda na notificação de casos novos, de 37,75%, em média, para 7,55% ao ano. Em 2012, foram diagnosticados 168 casos novos no DF, sendo que cinco deles em pessoas com menos de 15 anos de idade, o que representa um circuito de transmissão ativa da doença.

Eleuza destaca que a meta nacional é que, até 2015, o Brasil tenha apenas um caso para cada dez mil habitantes. O Sistema Único de Saúde (SUS) também trabalha para reduzir o coeficiente de detecção de casos novos em menores de 15 anos para 26,9 %; para aumentar o coeficiente de cura até 90% e para ter 80% dos contatos examinados.

A doença
A Hanseníase é uma doença infecto-contagiosa crônica, que ataca os nervos e a pele, podendo ainda afetar outros órgãos, como o fígado, os testículos e os olhos. É uma doença que tem tratamento e cura, mas com o diagnóstico tardio e sem o tratamento adequado, pode evoluir para graves deformações em áreas do corpo. Uma pessoa que apresente a forma infectante da doença, e que esteja sem tratamento, poderá transmiti-la a outras pessoas suscetíveis com quem tenha contato direto e prolongado.

Assim que o tratamento é iniciado, a doença deixa de ser transmitida. O período de tratamento varia de seis meses a um ano, e o paciente pode ficar completamente curado, desde que siga corretamente os cuidados necessários. Assim, buscar o auxílio médico é a melhor forma de evitar a evolução do quadro e a contaminação de outras pessoas. 

Alguns dos sintomas da hanseníase são: manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas pelo corpo; diminuição da sensibilidade ao calor, à dor e ao tato; caroços e inchaços pelo corpo.
Rafaela Marrocos