Governo do Distrito Federal
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18/09/19 às 9h21 - Atualizado em 18/09/19 às 9h22

Do medo à fantasia – humanização de espaço transforma procedimento hospitalar em diversão para crianças 

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Projeto de estudantes de Enfermagem suaviza a rotina da Pediatria do HRT

 

O receio de entrar na sala de procedimentos da Pediatria do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) era uma constante nos 15 dias de internação de Cauã, de quatro anos. A mãe, Tainara Beatriz Duarte, conta que as coisas mudaram nesta semana após a transformação do ambiente. “As crianças estão com menos medo de tomar injeção. Entrar naquela sala era o mesmo que ir a uma sala de terror.  Agora, ficou bem divertido para eles”, descreve a mãe de Cauã.

 

O menino tem celulite órbita em um dos olhos, uma infecção grave da cavidade óssea em que o globo ocular está localizado e que, se não tratada, pode levar à cegueira. Apesar disso, Cauã aproveita o tempo no hospital brincando com os amigos pelos corredores e, sempre que pode, vai pular amarelinha e visitar seus personagens favoritos na sala de procedimentos.

 

Antes da transformação.

Depois da revitalização.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A transformação do espaço foi um projeto executado por alunos do curso de Enfermagem da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs). “A gente pensou em algo para mudar a ambiência da sala, transformá-la em algo mais lúdico, mais atrativo, humanizado. Pesquisas mostram que o lúdico transmite acolhimento, calma e nos inspiramos nisso”, conta a aluna Isabela Alencar de Oliveira.

 

INICIATIVA – A estudante Victoria Martins Farias acrescenta: “Nos baseamos na Política Nacional de Humanização, que recomenda que o lugar tem de ser acolhedor, humanizado, e o lúdico ajuda a facilitar o atendimento, pois a criança se distrai com os personagens e não fica tão nervosa para a realização dos procedimentos. Pensamos que, diminuindo a possibilidade de traumas provocados pelo ambiente hospitalar em eventos futuros, essas crianças não terão tantos medos, como de agulha, de médico, de sangue e outros traumas”.

 

A confirmação da necessidade dessa mudança foi definida após a aplicação de questionários aos pais, acompanhantes e profissionais da Enfermaria Pediátrica, antes e depois das melhorias realizadas. Eles responderam a questões sobre o sentimento dos pequenos, se havia o medo de entrar na sala e outras reações. Segundo as estudantes, os adultos já percebem uma reação positiva das crianças em relação à sala já transformada.

 

O lugar também sofreu readequação para ficar dentro das normas RDC 50 e NR 32, que preconizam um ambiente de fácil higienização das paredes, objetos laváveis e outros itens que previnam a contaminação hospitalar.

 

Josiane Canterle, da Agência Saúde

Fotos: Divulgação/Saúde-DF

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