Governo do Distrito Federal
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4/04/14 às 13h42 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

Doença de Alzheimer atinge até 10% da população

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Apesar de não ter cura, existem tratamentos que podem retardar a evolução

A longevidade alcançada nas últimas décadas evidenciou uma doença descoberta em 1906: o Alzheimer, que geralmente ocorre entre os 65 a 70 anos de idade. Apesar de não ter cura, a doença que acomete entre 7% e 10% da população, tem tratamento.

O Sistema Único de Saúde oferece acompanhamento e tratamento do Alzheimer, inclusive com a entrega de medicação. Diante de suspeita da doença ou anormalidades relacionadas ao esquecimento, o paciente deve ser consultado no Centro de Saúde ou na Unidade Básica de referência. A partir daí, se for o caso ele será encaminhado ao especialista.

O médico geriatra indica o medicamento após um diagnóstico de exclusão, baseado em exames clínicos, de sangue e de imagens, além de testes de memória neurológicos. O remédio usado pode retardar a evolução da doença, dependendo da fase em que se encontra.

O principal sintoma do Alzheimer é o esquecimento. “Mas nem todo esquecimento é um indício de Alzheimer”, alerta a geriatra e coordenadora do Programa de Atenção Integral à Saúde do Idoso da Regional Núcleo Bandeirante, Marcela Pandolfi. De acordo com a médica, o esquecimento comum à maioria das pessoas, e que não traz qualquer tipo de transtorno, não é problema.

“Deixar de pagar as contas, esquecer a senha do banco, não saber mais como pegar o ônibus, não conseguir tomar o remédio sozinho, não saber mais fazer as compras do mês, esses são esquecimentos que devem ser avaliados”, recomenda Marcela, lembrando que de uma maneira geral as famílias só percebem uma alteração anormal no comportamento após cerca de três anos e isso faz com que o diagnóstico ocorra um pouco mais tarde.

O Alzheimer possui as fases leve, moderada e grave e o comprometimento funcional é o que determina em qual delas o paciente está inserido. Na fase leve, e geralmente é quando a medicação é adotada, ele leva uma vida praticamente normal e o esquecimento não chega a ser empecilho para as atividades costumeiras.

“Nessa fase é importante que a família mantenha a autonomia do idoso, deixando que ele execute, sob supervisão, as mesmas atividades que exercia antes. É o caso de quem sempre cozinhou e pode e deve continuar a ajudar a fazer o jantar, separando o feijão, por exemplo”, observa a geriatra.

Na fase moderada, a orientação do paciente fica meio comprometida, mas ele mantém algumas outras percepções. É o caso da pessoa que sabe onde está, mas não sabe dizer o dia da semana e do mês.

A fase grave da doença traz a dificuldade de deglutição, a falta de locomoção e a alienação total do que ocorre ao redor. A evolução da doença passando por todas as fases dura em média 8 a 10 anos.

Exercitar o cérebro, segundo Marcela, é um componente importante para uma velhice saudável em todos os sentidos. Segundo ela, dançar, ouvir música, tocar um instrumento, fazer ginástica, caminhada e exercícios físicos em geral podem auxiliar na prevenção do Alzeheimer, uma doença que também tem um componente genético.

Por Arielce Haine, da Agência Saúde DF
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