Governo do Distrito Federal
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26/08/21 às 17h58 - Atualizado em 27/08/21 às 9h32

Em uma semana, 17,6 mil cães e gatos foram vacinados contra a raiva

Pontos seguem abertos em locais específicos e nos núcleos de Vigilância Ambiental

ADRIANA SILVA I EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA I DA AGÊNCIA SAÚDE-DF

 

A campanha de vacinação antirrábica está em andamento no Distrito Federal. Em uma semana, foram vacinados 17.677 cães e gatos nas regiões de Vicente Pires, Arniqueira e Águas Claras. Nesta sexta-feira (26), 10 pontos estarão abertos no Guará, na Estrutural e em Taguatinga. Também é possível levar os pets para serem vacinados nos núcleos de Vigilância Ambiental, que oferecem a vacina durante todo o ano.

 

Vacina contra a raiva está disponível durante todo o ano nos núcleos de Vigilância Ambiental – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

O gerente de Vigilância Ambiental de Zoonoses, Rodrigo Menna, alerta sobre os riscos de o animal se infectar pelo vírus da raiva não estando em dia com a vacinação. “A raiva é uma doença infectocontagiosa, que pode acometer todos os mamíferos, e apresenta letalidade de 99,99%. Por isso, é importante manter cães e gatos vacinados contra a doença para evitar que os mesmos adquiram o vírus e repassem a outros animais, e seres humanos, através da mordida, arranhadura ou contato da saliva do animal com alguma mucosa”, destaca.

 

A lista com os pontos de vacinação é atualizada diariamente no site da Secretaria de Saúde.

 

A doença

 

Apesar de nos últimos anos não haver registros da raiva em humanos, cães e gatos no Distrito Federal, a doença deve ser tratada com seriedade. Dentre as enfermidades infecciosas de origem viral, a raiva é a única em relação a seu alcance e ao número de vítimas, que pode gerar uma encefalite aguda capaz de levar as vítimas ao óbito em praticamente 100% dos casos. A doença acomete todas as espécies de mamíferos, inclusive, seres humanos.

 

Vacina garante proteção contra o vírus da raiva – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

O vírus da raiva fica presente na saliva de animais infectados e é transmitido principalmente por meio de mordeduras e, eventualmente, pela arranhadura e lambedura de mucosas ou pele lesionada.

 

O único caso de raiva humana, no Distrito Federal, foi registrado em 1978. O último caso diagnosticado de raiva em cães foi em 2000 e, em gatos, no ano de 2001. O vírus rábico circula no DF em quirópteros, nos bovinos, equídeos e outros animais.