Governo do Distrito Federal
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22/11/19 às 12h48 - Atualizado em 22/11/19 às 15h19

Encontro apresenta práticas artísticas de pacientes da saúde mental

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Evento tem música, exposições, pinturas e outras manifestações abertas ao público

 

A arte cura, inspira e também promove novas formas de cuidado. Prova disso é o trabalho de pessoas em sofrimento psíquico grave, que produzem manifestações artísticas dos mais variados tipos, apresentadas pelo projeto Encontro da Arte. A iniciativa ocorre, nesta sexta-feira (22), no Centro de Excelência em Turismo (CET) da Universidade de Brasília (UnB).

 

A ideia é que os artistas saiam do papel de “pacientes” para mostrar ao público sua sensibilidade, fraquezas e amores. Tudo por meio de representações artísticas, como rodas de conversa, concurso de poesia, apresentações musicais, pinturas e exposições de artes, que podem ser comercializadas.

 

Além disso, o encontro também estimula e desenvolve as capacidades artísticas do usuário do serviço de saúde mental da Secretaria de Saúde. Um exemplo é Davi Santos, 39 anos, que passou por tratamento no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Sobradinho I.

 

Apesar do talento musical, Davi nunca teve oportunidade de se apresentar em público. Isso mudou no Encontro da Arte, onde tocou uma música do grupo Vocal Livre e, no embalo, emocionou a todos os participantes.

 

“Hoje, tive a oportunidade de expressar meu talento de uma forma mais corajosa e leve, e expressar o que sinto através da música. Para mim, esta valorização que o evento dá à nossa arte e a nós é tudo de bom”, comentou Davi.

 

Quem também agradece pela oportunidade trazida pelo evento é a estudante e artista solo Jaqueline Ferreira, 28 anos, quem passou por acompanhamento na saúde mental. Ainda no camarim, quando se preparava para a dança que faria no palco, ela contou sobre a importância de se expressar artisticamente. “A arte te envolve como um todo. E a dança me ajuda a mostrar tudo o que passei na minha vida, nos últimos tempos”, afirmou.

 

“Neste dia, eles são os promotores da própria cura, feita pela arte. Que saiam do papel de paciente e virem instrumento de cura nesse movimento”, destacou a terapeuta ocupacional da Secretaria de Saúde, Alessandra Rizzi, idealizadora do projeto em 2013.

 

AMPLIAÇÃO – De acordo com Alessandra, o Encontro da Arte tem crescido a cada ano. Em 2018, tornou-se independente e, agora, abrange todo o serviço de saúde mental do Distrito Federal. “Instituições públicas da Secretaria de Saúde, ONGs, comunidades terapêuticas, setor privado. É aberto a todos que trabalham com saúde mental”, explicou.

 

O encontro é gratuito e acessível à comunidade. É realizado uma vez por ano no Centro de Excelência em Turismo da UnB. Nesta edição, começou às 8h e vai até as 17h.

 

Leandro Cipriano, da Agência Saúde
Fotos: Breno Esaki/Saúde/DF

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