Governo do Distrito Federal
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25/04/19 às 13h09 - Atualizado em 26/04/19 às 13h33

Segurança do paciente é tema de evento no Hospital Regional do Guará

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Participantes conheceram inovações e impactos das tecnologias digitais na oferta de serviços de saúde

 

Com o tema “Paciente seguro, servidor seguro”, o Núcleo de Qualidade de Segurança do Paciente do Hospital Regional do Guará (HRGu) realizou, nesta quarta-feira (24), evento alusivo ao mês de Segurança do Paciente. O encontro teve dinâmicas para trabalhar as Seis Metas da Segurança do Paciente e palestrantes para informar sobre as ações de segurança do paciente no HRGu, a implantação do tema na Atenção Primária à Saúde da Região Centro-Sul, além de mostrar inovações e impactos das tecnologias digitais na oferta de serviços de saúde.

 

No mural de abertura, participaram os gestores da regional, que apresentaram uma dinâmica com conceitos importantes, implícitos na relação servidor-paciente, conhecidos como as seis dimensões de qualidade no atendimento ao paciente. A superintendente da Região de Saúde Centro-Sul, Moema Campos, elogiou a iniciativa e destacou que a preocupação com a segurança destina-se a evitar que um evento adverso ocorra em qualquer nível de assistência. Ela assegurou que, além do conhecimento técnico, é necessária a humanização e a empatia.

 

“Em algum momento, todos somos pacientes. É preciso entender o significado disso e a centralidade desse paciente, porque ele não é só um paciente, ele é o pai e o amor da vida de alguém. A segurança é também para o servidor que realiza os protocolos com segurança porque, se algo acontece, ele também é envolvido. É um tema que precisa ser trabalhado constantemente por ser necessário desenvolver a cultura da segurança”, afirmou Moema Campos.

 

PROTOCOLOS – Já o diretor do Hospital Regional do Guará, Jean Ponciano, mostrou a experiência da aviação para a segurança do paciente. A analogia ajudou os participantes a perceberem a importância de se manter os protocolos ativos, sempre realizando o check list dos procedimentos.

 

“O evento adverso na aviação é de um a cada três milhões de voos. A estatística do evento adverso, em unidade hospitalar, principalmente de um pronto-socorro, é de um para 100. Colocar em prática o que aprendemos e checar o que foi feito deve virar hábito. Só assim conseguiremos evitar falhas”, destacou.

 

Ao som de “Seis pacitos”, paródia criada para gravar as seis metas, os participantes receberam o personagem Supermetas, que entra em campo para a sensibilização sobre o que ocorre no dia a dia do hospital junto a servidores, pacientes e acompanhantes. Os servidores do núcleo percorrem a unidade acompanhados do Protocolo Móvel, tirando dúvidas e realizando treinamentos.

 

CONQUISTAS – A chefe do Núcleo de Segurança do Paciente, Ana Carolina Cardoso, destacou as conquistas de um ano de trabalho. Com as ações, as primeiras metas, que são de identificação correta do paciente e melhora da comunicação entre o profissional de saúde, estão com índices satisfatórios. Na identificação de leitos, por exemplo, o índice está com 82% de alcance da meta, que é de 95%. Além do hospital, tem contribuído para o trabalho de implantação das ações de segurança do paciente na atenção primária da Região de Saúde Centro-Sul. A região é a única no DF que possui o trabalho nesse nível de atenção.

 

A identificação de leitos é feita em toda a rede. O que não é feita é a aplicação da segurança do paciente na Atenção Primária. “Nisso, somos os únicos”.

 

“Há um ano, a Secretaria de Saúde discutiu os protocolos e, em janeiro de 2019, foram aprovados. Desde então, estamos trabalhando para aplicá-los e adaptá-los à realidade do hospital. Nesse caminho, conseguimos efetivar 21 treinamentos. Com isso, alcançamos servidores parceiros para multiplicar o conhecimento e ajudar no monitoramento das metas. São profissionais que trabalham a corresponsabilização no alcance desses índices. Sempre reforço que o núcleo não consegue fazer nada sozinho. É preciso engajamento e envolvimento dos atores”, enfatizou Ana Carolina.

 

Abril foi escolhido pelo Ministério da Saúde por ter sido o mês de lançamento do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP). Assim, os serviços de saúde desenvolvem, localmente, ações para reforçar a importância das práticas de segurança do paciente, contribuindo para minimizar riscos e danos. As ações refletem na melhoria da qualidade do cuidado prestado nos serviços de saúde do país.

 

 

 

Érika Bragança, da Agência Saúde

Fotos: Divulgação/Saúde-DF