Governo do Distrito Federal
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3/04/20 às 13h26 - Atualizado em 3/04/20 às 14h42

Estratégias de combate ao coronavírus no DF contribuem para conter a doença

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Governo apresentou o andamento das medidas para enfrentar a Covid-19

 

Apesar de ter 400 casos confirmados da Covid-19, o Distrito Federal está conseguindo conter os indicadores da doença dentro da avaliação esperada e da capacidade de atendimento da rede. Tudo sem interromper os demais serviços de saúde da rede, como cirurgias eletivas, por exemplo. A análise foi feita durante coletiva de imprensa online feita pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, nesta sexta-feira (3).

 

À frente da pasta, Francisco Araújo destacou que o DF espera por três cenários da evolução da doença.

 

“Estamos no primeiro cenário, sendo que neste momento o DF atua com 100 leitos de UTI com suporte respiratório e 200 leitos de retaguarda de enfermaria. Os 500 leitos de enfermaria chegarão, ao último estágio, no Mané Garrincha e no Hospital Regional de Santa Maria. Já os de UTI estarão no Hospital Regional Santa Maria, Polícia Militar, Hospital da Criança, Instituto de Cardiologia do DF e também na rede privada. Estamos todo dia contratando mais leitos”, ressaltou o secretário de Saúde.

 

O Distrito Federal possui aproximadamente 500 UTIs com respiradores na Secretaria de Saúde e pode caminhar para até 900. Quanto aos respiradores, o DF solicitou 200 ao Ministério da Saúde, 20 foram recuperados em Santa Maria e 600 estão sendo adquiridos, além das doações.

 

Araújo destacou ainda que a oferta de leitos será feita por níveis de ativação. “Nós só vamos utilizar essas estruturas de acordo com a necessidade. Hoje, temos 25 pacientes internados com suporte respiratório, mas temos ainda 50 leitos à disposição. Mas não paramos de trabalhar. Na semana que vem, teremos mais leitos”, disse. Segundo ele, só no Hospital Regional de Santa Maria, serão 70 leitos com suporte respiratório.

 

No caso dos 200 leitos de retaguarda no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, a primeira contratação para estruturar o espaço já foi feita. “Sairá uma próxima, porque após a estrutura, precisamos colocar cama, suporte, equipar os leitos. Na sequência, a área de recursos humanos do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF e da Secretaria de Saúde do DF fará a contratação de mais profissionais”, descreveu.

 

MONITORAMENTO – O subsecretário de Vigilância da Secretaria de Saúde, Eduardo Hage, reforçou que o DF faz o monitoramento constante. No boletim da Secretaria de Saúde do DF de ontem (2), foram divulgados 400 casos da Covid-19 até as 17h38 do dia 2 de abril.

 

“Está dentro do esperado e até um pouco abaixo do que estava previsto em algumas modelagens iniciais. Grande parte das previsões de quando ocorreria o pico baseou-se em parâmetros de outros países, em que a pandemia teve inicio há dois ou três meses, mas não é o que se observa no DF. Dentro dessa escalada (na capital federal), as medidas adotadas estão sendo suficientes”, ressaltou o subsecretário.

 

O infectologista destacou que esses números refletem as ações de distanciamento social, que têm justamente a intenção de evitar um pico muito alto com a sobrecarga no serviço de saúde. Porém, o pico da doença deve ocorrer neste mês de abril.

 

“O aumento em relação à semana anterior é de 100%, mas se compararmos a semana anterior com uma semana antes, a intensidade desse aumento foi maior ainda, porque foi em torno de 200%. Houve e vai continuar o aumento, mas ainda está sendo dentro da velocidade esperada”, avaliou.

 

“Nossa estratégia é diferente do que está sendo adotado em outros estados da federação. Primeiro, temos uma rede grande. São mais de 4,8 mil leitos gerais, 500 leitos de UTI, 600 UBS, 16 hospitais. Isso fez com que nós não parássemos as cirurgias eletivas. O movimento que estamos fazendo é criando uma estrutura paralela para dar conta do coronavírus”, complementou o secretário Francisco Araújo.

 

“Estamos monitorando a situação de todos os hospitais pela Sala de Situação – instrumento de monitoramento em tempo real. Nas portas de urgência e emergência, percebemos que há a prevalência de pessoas que têm sintomas respiratório e redução da taxa de ocupação. Estamos dentro do esperado e da capacidade de reposta”, reforçou o diretor-presidente do IGESDF, Sérgio Costa.

 

TESTES – O governo do DF recebeu uma quantidade de teste rápido proveniente do Ministério da Saúde, mas a Secretaria de Saúde também está adquirindo 150 mil unidades. Eles serão destinados prioritariamente para os profissionais que já estão afastados com suspeita de coronavírus.

 

“Queremos saber se eles estão infectados, porque precisamos proteger essa força de trabalho, que é o exército que está na linha de frente, que vão tratar esses pacientes”, ressaltou o secretário adjunto de Assistência à Saúde, Ricardo Tavares.

 

TRANSPARÊNCIA – Todos os gastos feitos com o coronavírus estarão à disposição em um hotsite, administrado pela Procuradoria Geral do Distrito Federal, já que diversas áreas como a Segurança Pública, por exemplo, também estão envolvidas nesse processo.

 

APELO AO DISTANCIAMENTO SOCIAL – “Fiquem em casa, precisamos de vocês. Ajudem que vocês serão ajudados. É papel de cada um ajudar a combater essa pandemia”, finalizou Ricardo Tavares, que fez o apelo ao dizer que tem visto muitas pessoas na rua descumprindo o distanciamento social, que é de grande importância para combater a doença.

 

Ailane Silva, do IGESDF
Fotos: Davidyson Damasceno/IGESDF