Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
9/10/15 às 19h36 - Atualizado em 30/10/18 às 15h13

Exposição Sentidos do Nascer incentiva parto normal

COMPARTILHAR

Mostra está em Ceilândia e no final deste mês segue para Plano Piloto. Em dezembro, vai para o Centro de Convenções Ulysses Guimarães

BRASÍLIA (9/10/15) – A exposição Sentidos do Nascer, promovida pela parceria entre o Ministério da Saúde e a Secretaria de Saúde, foi aberta nesta sexta-feira (9), na Praça Central de Ceilândia. Com o projeto, pessoas a partir de 12 anos de idade terão a oportunidade de sentirem-se gestantes, graças a imagens 3D, e simular o parto, ao passar por cinco ambientes, divididos em contêineres: Gestação, Mercado do Parto, Controvérsias, Nascimento e Conversas.

“Com essa exposição, estamos mostrando que o parto pode ser uma vivência prazerosa, bonita, inesquecível e boa. A mulher precisa saber que tem o direito de ser bem cuidada e que as boas práticas têm que ser utilizadas, inclusive para a saúde do bebê”, destacou a pediatra idealizadora do projeto, Sônia Lansk.

Grávida de 36 semanas, Renata Gomes, 27 anos, passou pela exposição. Ela diz que acha o evento importante para que as mulheres se conscientizem sobre a escolha de como será o seu parto. “Hoje, o poder de escolha está reduzido porque muitos médicos preferem fazer cesárea”, destacou.

A exposição fica em Ceilândia até 24 de outubro. No final do mês vai para o estacionamento entre a Praça das Fontes e a Rodoviária do Plano Piloto, até 25 de novembro. Em dezembro, é o Centro de Convenções Ulysses Guimarães que recebe a mostra.

Segundo Sônia Lansk, as principais causas de mortalidade infantil hoje estão relacionadas ao nascimento. “Muitos estão nascendo prematuros porque as operações agendadas não respeitam a hora de nascer. Só o trabalho de parto indica se ele está pronto para nascer”, complementou.

Para a médica, as mulheres também sofrem com muito maltrato, como posições ruins que podem causar desconforto, pressão da equipe médica para fazer força, não ter direito a acompanhante, ficar em jejum e procedimentos excessivos no parto. Tudo isso pode repercutir no bebê.

“A asfixia durante o nascimento, muitas vezes, está relacionado a intervenções desnecessárias, como o soro para acelerar o parto, que causa baixa oxigenação e dor para o bebê; além de dor excessiva para a mãe, porque a dor normal do parto é uma cólica que vai e volta e a mulher percebe que o corpo dela está trabalhando para o nascimento.

DADOS – O Brasil é o campeão de cesarianas no mundo. A taxa chega a 57%. O subsecretário de Atenção à Saúde, Robinson Parpinelli, afirma que em centros de países desenvolvidos a média de parto cesáreo fica entre 12% e 18%.
“Infelizmente, no Distrito Federal a prevalência é de 54%. Temos mais de 95% dos partos cesáreos nas redes privadas e as melhores médias giram em torno de 23% nos hospitais da rede. São números alarmantes do ponto de vista de estatística médica”, destacou.

Para ele, a exposição Sentidos do Nascer é uma forma de desmistificar a ideia de que nascer normal é 'anormal'. “Isso é o que nós médicos precisamos dizer para a população. O parto normal e humanizado é o mecanismo natural da vida em si”, defendeu.

“A cesariana virou uma rota de fuga para as mulheres que imaginam o parto normal como dor e sofrimento”, finalizou a coordenadora geral de saúde das mulheres do Ministério da Saúde, Esther Vilela.

SERVIÇO

9 a 24 de outubro
Terça-feira a domingo, das 9 às 18h
Praça Central de Ceilândia, ao lado do Restaurante Comunitário
Aberto ao público

30 de outubro a 25 de novembro
Segunda-feira a sábado, das 9h às 18h
Estacionamento entre a Praça das Fontes e a Rodoviária do Plano Piloto
Aberto ao público

1 a 5 de dezembro
Centro de Convenções Ulysses Guimarães
Aberto aos participantes da Conferência Nacional de Saúde