Governo do Distrito Federal
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14/05/14 às 13h01 - Atualizado em 30/10/18 às 15h11

Falta de higiene pode causar infecção urinária

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Diabetes, gravidez e menopausa também aumentam incidência

 

A infecção urinária é doença comum, presente em pessoas de todas as idades. A enfermidade, mais frequente em mulheres, pode ser causada por falta de higiene. Infectologista do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), Luíza Morais de Matos explica como a falta de higiene pode causar o problema. “A doença é causada por micro-organismos como o Escherichia Coli (E. Coli), que colonizam a parede do cólon, a região perianal e também o introito vaginal. Em casos de falta de higiene, esses micro-organismos se proliferam e podem ascender pela uretra e chegar à bexiga ou rins, causando a infecção urinária”.

Falta de higiene, porém, não é o único causador da infecção, explica a médica. Obstrução das vias urinárias, cateterização da bexiga (em pacientes paraplégicos), diabetes ou outros problemas de imunidade, gravidez, relações sexuais, uso de anticoncepcionais, menopausa, senilidade e problemas de próstata são alguns fatores que podem acarretar a doença.

Ela acrescenta que infecções urinárias são consideradas de pouca complicação. Geralmente, só existem complicações em casos específicos, como por exemplo: indivíduos com má formação do sistema urinário; pacientes que apresentam cálculo renal; mulheres com reinfecções frequentes (mais de três ao ano); e proliferação da infecção aos rins (pielonefrite), pois, neste caso, a infecção local pode se desenvolver em sepse (infecção generalizada).

Os sintomas mais comuns da doença envolvem dificuldade para urinar, aumento da frequência urinária, dor abdominal (baixo ventre, principalmente), febre e calafrios.  “Homens acima de 40 anos devem atentar para o exame de próstata (deve ser realizado uma vez ao ano), pois os sintomas de problemas na próstata podem ser confundidos com os de infecção urinária, principalmente a dificuldade para urinar. Doenças da próstata também podem influenciar posteriormente no aparecimento de infecções do trato urinário”, disse Luíza.

Para evitar o problema, a médica recomenda maior ingestão de líquidos e que se urine em intervalos de duas a três horas – principalmente antes de se deitar, e após relações sexuais. Além disso, deve-se realizar a higiene dos órgãos genitais de forma correta (lavar os órgãos diariamente, procurar enxugar de maneira adequada, não usar pomadas ou cremes sem orientação médica). Ao apresentar quaisquer dos sintomas de infecção, a pessoa deve procurar assistência médica.

Tratamento

A especialista explica que o tratamento da doença é simples e geralmente não traz sequelas ao paciente. O procedimento consiste em realizar culturas e antiobiogramas da urina, para identificar os microorganismos e tratar a doença com o antibiótico recomendado. Mas ela alerta que o tratamento com antibiótico não deve ser interrompido e deve ser feito de acordo com as recomendações médicas, ou a doença pode não desaparecer por completo.

A rede pública de Saúde do DF possui todos os exames de urina disponíveis, assim como a realização de cultura e antibiograma para identificação de microorganismos. Para realizar exames e procurar tratamento, a paciente deve procurar o centro de saúde mais próximo de sua residência.

Por Paulo Cronemberger, da Agência Saúde DF

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