Governo do Distrito Federal
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30/08/19 às 9h22 - Atualizado em 30/08/19 às 15h52

Fisioterapeutas abusam da criatividade no tratamento dos internos do HRT

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A reabilitação dos pacientes é acelerada pela alegria contagiante dos profissionais

 

Criatividade, dedicação e alegria são algumas das características elencadas pelos pacientes sobre os fisioterapeutas do Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Os profissionais transformam os exercícios tradicionais, que ganham forma lúdica, e os pacientes recuperam, além dos movimentos, a alegria de viver e a esperança de logo voltar para casa.

 

Onze profissionais atendem, em média, 60 doentes por dia, internados nas enfermarias do hospital. Somam cerca de 1.320 atendimentos por mês.

 

Esse tratamento humanizado tem conquistado corações, como de Cecília Brazão, 64 anos, que está no HRT desde o início do ano, quando passou por uma amputação do pé devido a complicação do diabetes. “Quando eu for embora, vou sentir saudades das professoras. Eu gosto muito de todas”, declarou a paciente, com lágrimas nos olhos.

 

Cecília não perde a oportunidade de mostrar o quanto o seu condicionamento físico tem melhorado com a fisioterapia e logo mostra o braço: “Olha só, já está ficando duro. Antes estava mole”, constata. A paciente tornou-se cadeirante em decorrência da amputação e permanece no hospital devido à internação social, enquanto aguarda vaga em um abrigo.

 

A fisioterapeuta Alline Meyre Evaristo é só empolgação e carinho com os pacientes. Seu atendimento já começa com sorrisos e abraços e uma boa conversa para saber da evolução dos assistidos. Sua atitude diante da provocação de um paciente gerou grande repercussão nas redes sociais, uma vez que os colegas de quarto entregaram que o doente gostava de dançar forró.

 

“Eu chamei o seu Francisco para dançar. Ele disse que eu não sabia dançar. E foi aí que a equipe gravou nossa dança. Enquanto a gente dançava, eu fazia os movimentos da fisioterapia. Assim, o paciente nem percebe que ele está fazendo tratamento e ainda se diverte”, contou a servidora. Seu Francisco recebeu alta dois dias após o vídeo ser divulgado.

 

MOTIVAÇÃO – Um dos principais objetivos da Fisioterapia é a recuperação da motricidade do paciente, possibilitando a ele se alimentar sozinho, ir ao banheiro, tomar banho no chuveiro, entre outras atividades simples do dia a dia que proporcionem autonomia, até mesmo para respirar.

 

Mas, para a fisioterapeuta Flávia Antunes o trabalho vai além: “Para mim, é fazer o paciente entender que ele está vivo de verdade, funcional. É reestabelecer a sua funcionalidade, para ele fazer o que quiser”.

 

Flávia cita o caso de um paciente que tinha acabado de chegar da UTI, no pós-operatório. Havia duas semanas que ele estava sem andar. “Foi a coisa mais linda do mundo quando ele ficou em pé pela primeira vez e fez aquela cara (de felicidade). Isso não tem preço”, refletiu.

 

Outra iniciativa visa a tirar os pacientes dos quartos, mesmo aqueles que estão acamados, levando-os para as áreas abertas do hospital. É um momento de socializar, sentir o sol e renovar a energia para acelerar a recuperação, dizem os fisioterapeutas.

 

“Nós passamos bastante tempo com os pacientes, os ouvimos, brincamos e dá para perceber que o nosso trabalho desperta neles o sentimento de vida, o que tem acelerado as altas, gerando a desospitalização”, comemora a chefe do Núcleo de Saúde Funcional do HRT, Mônica Tolentino Félix.

 

ATUAÇÃO – Os profissionais da Fisioterapia atuam nas sete clínicas das enfermarias do hospital: Ortopedia, Cirurgia, Cardiologia, Ginecologia, Clínica Médica, Pediatria e Oncologia. Além dessa equipe de fisioterapeutas, outros profissionais da área trabalham com os pacientes no Pronto-socorro, nas Unidades de Tratamento Intensivo e no Ambulatório.

 

A Fisioterapia é uma das opções que o Sistema Único de Saúde oferece.

 

Josiane Canterle, da Agência Saúde

Fotos: Divulgação/Saúde-DF