Governo do Distrito Federal
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14/06/18 às 14h59 - Atualizado em 30/10/18 às 14h58

Fórum nacional aquece debate sobre fortalecimento da atenção primária

 

Secretário Humberto Fonseca destacou o aumento da cobertura no DF. Foto: Matheus Oliveira

 

Aberto nesta quinta-feira (14), o Fórum Nacional de Atenção Primária à Saúde debate as conquistas do Sistema Único de Saúde (SUS) e os desafios para o atendimento universalizado com base em um modelo de atendimento robusto. O evento, realizado no auditório da Associação Médica de Brasília (AMBr), celebra os 30 anos do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Promovido pela Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) e a Associação Brasiliense de Medicina de Família e Comunidade (ABMFC), o encontro termina amanhã (15).

 

O fórum também comemora os 40 anos de Alma-Ata – declaração formulada por ocasião da Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde, reunida em Alma-Ata, no Cazaquistão (ex-república socialista soviética), de 6 a 12 de setembro de 1978.

 

Tendo em vista o ano eleitoral, no encerramento do encontro será redigida a Carta de Brasília. O texto apontará as razões e os caminhos para se fortalecer o SUS, com o intuito de ser referência para os futuros governantes.

 

Encontro reuniu gestores, acadêmicos e profissionais de saúde. Foto: Matheus Oliveira

 

 

“Nós temos hoje no Distrito Federal o maior programa de expansão de Saúde da Família do Brasil. Em 2008, o DF contava apenas com 8% de cobertura. Em 2017, quando iniciamos a conversão do modelo, a cobertura era de 32%”, discursou o secretário de Saúde do DF, Humberto Fonseca.

 

Além de destacar que o DF já atingiu 70% de cobertura, o chefe da pasta mencionou a necessidade de completar algumas equipes. Atualmente, o DF tem 545 equipes Estratégia Saúde da Família com médico, enfermeiro e técnico de enfermagem, a maioria com, pelo menos, um agente comunitário de saúde.

 

 

“Tínhamos um modelo misto que não funcionava adequadamente, mas sabemos que a Saúde da Família é a melhor forma de alocar recursos e garantir melhor qualidade de saúde. Ainda temos alguns desafios em relação à capacitação e à consolidação do modelo”, avaliou Fonseca.

 

O consultor nacional da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS) no Brasil, Wellington Mendes, argumentou que as entidades têm como uma das diretrizes a saúde universal.

 

Evento debate fortalecimento da atenção primária no país. Foto: Matheus Oliveira

 

“Isso significa garantir que todas as pessoas tenham acesso aos serviços de saúde sem qualquer forma de preconceito. A Opas acredita que a atuação forte da atenção primária é essencial para o Sistema Único de Saúde”, defendeu, ao afirmar que é necessário fazer uma discussão ampla sobre em que ponto o SUS está e o que é necessário fazer para melhorar os serviços.

 

O diretor do Departamento de Atenção Básica (DAB) do Ministério da Saúde, João Salame Neto, contabilizou no âmbito da atenção básica do Brasil em torno de 65 mil médicos de diversas especialidades e, no total, 700 mil profissionais.

 

“A cobertura está em 75%, sendo que a Saúde da Família está em torno de 65% com 42.354 equipes. Há um investimento razoável, que vem crescendo, apesar de estar longe do que desejamos”, citou. Segundo ele, em 2010, o investimento anual era de R$ 8 bilhões e, em 2017, o ano foi encerrado com R$20.3 bilhões, um aumento de 105%.

 

EVENTO – O fórum tem a participação de gestores que atuam no SUS, docentes da área da saúde, médicos de família e comunidade, ou de outras especialidades, que atuam na atenção primária à saúde, todos os profissionais de saúde da Estratégia Saúde da Família e/ou nos núcleos de apoio à saúde da família – enfermeiros, fisioterapeutas, dentistas, nutricionistas, agentes comunitários de saúde e psicólogos, entre outros.

 

TEXTO: Ailane Silva, da Agência Saúde

 

 

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