Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
17/06/20 às 19h23 - Atualizado em 18/06/20 às 17h04

Gama recebe ações do Sanear Dengue

COMPARTILHAR

A cidade está em 2º lugar em número de casos prováveis no DF

 

ÉRIKA BRAGANÇA, DA AGÊNCIA SAÚDE

 

Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde

O Gama recebeu mais uma ação do Sanear Dengue no combate ao mosquito Aedes aegypti. A Região Administrativa já recebeu três edições do programa que tem como foco agir de forma pontual nas localidades que concentram maior número de casos prováveis de dengue do Distrito Federal. A ação, que teve divulgação sonora pelo Corpo de Bombeiros, visitou 1.312 imóveis e teve 5.158 depósitos inspecionados. Durante a ação, 478 imóveis estavam fechados.

 

A região é a segunda, dentre as demais RAs, que mais concentra os casos de dengue no DF. São 4.285 casos prováveis da doença. Foram visitadas seis quadras do Setor Leste com o tratamento de 229 depósitos e 119 imóveis. A ação contou com 80 agentes de Vigilância Ambiental que percorreram as casas e ajudaram na coleta de informações e tratamento ao foco. São utilizadas armadilhas contra o mosquito, visita às casas, aplicação de UBV pesado (fumacê), recolhimento de materiais que possam acumular água e tratamento dos depósitos.

 

CUIDADOS EM CASA – A principal medida que a população deve tomar é evitar o acúmulo de água parada em recipientes em qualquer época do ano. O ovo do mosquito pode sobreviver até 450 dias na seca. Mas, já nas primeiras chuvas, a larva leva de sete até dez dias para se desenvolver.

 

Marinete Sousa, chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental do Gama, ressalta que o maior problema na cidade são as calhas e o armazenamento de água de forma irregular. São caixas d’água em nível do solo, tambores e baldes.

 

“No Gama temos encontrado muitas residências com calhas desajustadas e tortas, com folhas, sem manutenção. A calha é suspensa e as pessoas não costumam cuidar. Na época do racionamento, compraram tambores e mantiveram para economizar na conta de água. Eles, geralmente, ficam embaixo da calha para receber água e depois ficam abertos. Nós orientamos a lavagem e os cuidados, mas não estão sendo observados. É o medo de ficar sem água e a cultura de economizar na conta que mantêm ainda esses reservatórios nas residências”, declarou.

 

As principais ações de combate ao mosquito Aedes aegypti acontecem por diversas formas. A principal dela é atuação consciente e permanente da população. Com apenas 10 minutos por semana é possível manter a casa e o ambiente livre de depósitos que possam acumular água. Locais com maior quantidade de criadouros como piscinas, caixas d’agua parcialmente tampadas, lixos, garrafas, pneus e sucata a céu aberto, são mais propensos a hospedar o mosquito e manter seus berçários. Além disso, é preciso descartar o lixo em local adequado, não acumular no quintal ou jogar em praças e terrenos baldios.