Governo do Distrito Federal
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18/12/18 às 15h16 - Atualizado em 19/12/18 às 16h15

Gestão da Saúde avançou nos últimos anos

 

A valorização do servidor passa por capacitação para executar as tarefas.

 

 

Os esforços para fortalecer a gestão em todas as esferas da Secretaria de Saúde do Distrito Federal resultaram em inúmeros progressos, ao longo dos últimos quatro anos. A pasta, uma das mais importantes do Governo de Brasília, recebeu incremento de recursos humanos, estruturais e financeiros, bem como foi submetida à reorganização dos serviços.

 

ATENÇÃO PRIMÁRIA Iniciada em 15 de fevereiro de 2017, a reformulação da Atenção Primária à Saúde foi um dos principais marcos. A mudança consistiu em usar como modelo exclusivo a Estratégia Saúde da Família (ESF) nas 172 Unidades Básicas de Saúde do DF. Com isso, em apenas 22 meses, a cobertura dos serviços oferecida à população aumentou de 34% para 67,8%, quantitativo suficiente para dar assistência a aproximadamente 2 milhões de pessoas.

 

Essas estruturas têm resolução de cerca de 85% dos problemas de saúde da população e atuam na prevenção de doenças. No espaço, a população realiza consultas ambulatoriais e é atendida em casos de urgências de baixa complexidade, desafogando os prontos-socorros hospitalares. Algumas das UBSs passaram, inclusive, a funcionar aos sábados, das 7h ao meio-dia.

 

A gestão atual trocou equipamentos e modernizou a estrutura.

 

A configuração conta com médicos da família e comunidade, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários. No início, havia 277 equipes. Hoje são 530. Cada uma atende, em média, 3.750 usuários.  Elas contam com o apoio de equipes de saúde bucal e do Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF -AB), que possui nutricionistas, fisioterapeutas e outros profissionais que dão suporte à ESF.

 

“O investimento em saúde da família traz o maior retorno em termos de nível geral de saúde e representa a melhor alocação do recurso público, evitando adoecimento, internações e gastos com complicações. Quem faz e quem recebe saúde da família se apaixona”, destacou o secretário de Saúde, Humberto Fonseca.

 

ATENÇÃO SECUNDÁRIA – Também passou por avanços a Atenção Ambulatorial Secundária, que são os serviços especializados de apoio diagnóstico e terapêutico em nível ambulatorial, com densidade tecnológica intermediária entre a atenção primária e a terciária.

 

Durante a reformulação, diversas policlínicas foram criadas. Atualmente, há 23 em todo o DF. Elas contam com médicos especialistas que atuam nas linhas de cuidados de doenças crônicas não transmissíveis (DNCT), bem como saúde da Mulher, Criança, Mental e Bucal.

 

Profissionais das unidades públicas de saúde contam com equipamentos de ponta.

 

A atenção secundária conta com diversos marcos legais, como a Resolução nº 505, de 9 de outubro de 2018 (DODF, 15/10/2018), que determina a Atenção Ambulatorial Secundária como uma estratégia de fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, e a portaria, a de nº 773/2018 (DODF, 07/08/2018), com diretrizes e normas para sua organização.

 

Foram publicadas, ainda, 20 notas técnicas: oito da odontologia, sete da saúde da criança, uma da saúde da mulher e quatro de especialidades médicas/ DNCT de encaminhamento da atenção secundária para a atenção ambulatorial secundária.

 

Por fim, para implementar a regulação de todas as consultas do nível ambulatorial, o Complexo Regulador da SES/DF já iniciou a regulação, via SISREG, das consultas das especialidades médicas desde julho de 2018.

 

ATENÇÃO TERCIÁRIA – Uma das grandes realizações a criação do Instituto Hospital de Base, que começou as atividades em 12 de janeiro de 2018.

 

Os dados comparativos, entre janeiro a outubro de 2017 e o mesmo período de 2018, apontam um aumento de cirurgias eletivas em 13% (3.447 para 3.984), atendimentos de urgência na atenção especializada em 20% (159.036 para 199.011), consultas de profissionais de nível superior na atenção especializada (ambulatórios) em 27% (22.624 para 31.381), bem como internações em 18% (11.853 para 14.537).

 

As compras de equipamentos, medicamentos e insumos que levavam cerca de um ano, na administração da Secretaria de Saúde, agora, com o novo modelo de gestão do IHB, levam, no máximo, 40 dias.

 

Outras melhorias são aquisição de um mamógrafo digital, gerando uma capacidade de realização de até 50 exames/dia; inauguração do quarto terapêutico para tratamento com iodoterapia e câncer de tireoide; reabertura de 8 salas de cirurgias, totalizando 12 salas em operação; recredenciamento para realização de transplantes renais; entre outras realizações.

 

RECURSOS FINANCEIROS – Um dos marcos foi a elevação do faturamento da Secretaria de Saúde do DF junto ao Ministério da Saúde no ano de 2018, que chegou a R$ 349.289.576,63. Em comparação com o ano anterior, de janeiro a setembro, quando o montante era de R$ 303.901.815,27 foi faturado 15% a mais, e se comparado a 2015, época em que foi registrado R$ 288.614.021,80, esse aumento foi de 21%.

 

Governo de Brasília nomeou 10.540 servidores qualificados, fortalecendo a rede.

 

RECURSOS HUMANOS – Por fim, entre 2015 e 2018, o Governo de Brasília nomeou 10.540 profissionais para reforçar os serviços. Foram 4.086 em 2018, 2.567 em 2017, 2.768 em 2018 e 1.119 em 2015. Já recorte do número de nomeados ao longo dos quatro anos divididos por área de atuação é de 4333 técnicos em saúde, 4.085 médicos, 801 enfermeiros, 704 especialistas em saúde e 192 cirurgiões-dentistas.

 

Ailane Silva, da Agência Saúde

Fotos: Breno Esaki/Saúde-SES