Governo do Distrito Federal
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19/03/14 às 11h29 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

Saúde do DF é destaque em encontro Nacional

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Trabalho pioneiro no País apresenta primeiros dados de Custos da Saúde Pública Brasileira

No mês internacional da mulher, o trabalho de servidoras da Coordenação Geral de Saúde da Asa Sul foi destaque no Encontro Regional de Economia da Saúde do Nordeste 2014. O trabalho pioneiro apresentado abordou os desafios de implantar a gestão de custos na saúde pública. Ele foi avaliado pelo membro da Associação Brasileira de Economia da Saúde (ABrES), Sérgio Francisco Piola, referência mundial em Economia da Saúde, e ganhou conceito A após apresentação.

O evento, realizado em João Pessoa no início de março, reuniu mais de 700 pessoas entre gestores, servidores, estudantes e pesquisadores de todo o Brasil para apresentação de trabalhos nas áreas de Economia da Saúde e assuntos correlatos com o objetivo de criar e discutir instrumentos que aperfeiçoem a aplicação dos recursos financeiros da saúde pública.

Segundo a chefe da unidade de custos do HMIB, Elenilde Ribeiro Costa, estar entre as 16 das mais de 50 mil unidades de saúde no Brasil que conseguiram elaborar relatório detalhado de valores gastos em uma unidade de saúde é um marco a ser comemorado por Brasília.

“Essas informações são imprescindíveis para gerir a saúde com mais efetividade. Hoje sabemos exatamente quanto custa o hospital por mês ou um leito de UTI. Essas informações servem de instrumento de Gestão, planejamento para os gestores e prestação de contas para a sociedade”, explica Elenilde.

De acordo com a chefe da unidade, três fatores foram fundamentais para alcançar êxito no levantamento de custos: o apoio da Subsecretaria de Planejamento, Regulação, Avaliação e Controle (SUPRAC), Coordenação Regional da Asa Sul e da Direção do Hospital; a conscientização dos servidores de todos os setores do hospital que se esforçaram para passar corretamente as informações desejadas e a constante atualização dos sistemas informatizados. Com o mesmo empenho, outras regionais como Ceilândia também buscam adaptar-se a nova realidade.

Para a coordenadora-geral de Saúde da Asa Sul, Roselle Bugarin Steenhouwer, a troca de conhecimentos sobre gerenciamento de custos traz a transparência necessária para decisões mais efetivas, qualificação dos gastos e fortalecimento do SUS.

“Nosso sonho é chegar ao afinamento dos custos até oferecer a “conta-paciente ao usuário do SUS e estender o controle aos centros de saúde. “

Saiba mais:

Atualmente o HMIB mantém um mural que mostra aos pacientes e servidores os custos do hospital.
• Custo mensal do HMIB – R$ 20 milhões
• Custos/Produção da UTI Materna – média de R$ 476 mil por mês/250 pacientes atendidos
• Gastos de telefone aponta redução em média de R$ 30 mil para R$ 15 mil por mês.

Ana Luiza Greca da Cunha, da Agência Saúde DF
Atendimento à imprensa:
(61) 3348-2547/2539 e 9862-9226

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