Governo do Distrito Federal
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11/04/14 às 15h31 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

Base é referência no atendimento a pacientes infartados

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Programa aciona transporte e atendimento imediato

A rede pública de saúde do DF conta com o programa tele infarto para tornar o atendimento de vítimas de infarto agudo do miocárdio mais rápido e eficiente. Quando qualquer hospital, UPA ou centro de saúde diagnostica um IAM aciona uma ambulância exclusiva destinada ao transporte do paciente para o Hospital de Base do Distrito Federal, que é referência no atendimento neurocardiovascular e de trauma.

O hospital conta com uma equipe de 11 cirurgiões cardíacos e 43 médicos especializados em coração que atendem nas consultas ambulatoriais, nos exames (hemodinâmica e ecocardiograma), no centro neurocardiovascular, no pronto-socorro, no prédio de internação e UTIs.

Em média, 40 pessoas procuram diariamente o HBDF para atendimento na especialidade. “Hoje temos uma equipe especializada na área cardiológica. Fazemos inúmeros exames e procedimentos. A ampliação do funcionamento da Hemodinâmica para 24 horas e a utilização do exame de cintilografia miocárdica foram de grande progresso, pois o número de pacientes que chega ao hospital diariamente é enorme”, afirma a chefe do setor de Cardiologia do HBDF, Roberta Oliveira Faria.

De acordo com o Ministério da Saúde, anualmente ocorrem cerca de 300 mil infartos provocando uma média de 80 mil mortes. No ano passado, o Distrito Federal registrou 335 mortes por infarto agudo do miocárdio.

Infarto

A doença é consequência do entupimento de uma artéria do coração por um coágulo de sangue formado sobre uma placa de gordura, impossibilitando assim que uma quantidade suficiente de sangue chegue até a área do músculo cardíaco. Este sofre um processo de morte celular e necrose, podendo levar à morte súbita ou à insuficiência cardíaca, que acarreta limitações físicas até a recuperação do quadro clínico.

A coordenadora da cardiologia da SES/DF, Edna Marques, afirma que a doença apresenta sintomas clássicos como dor no peito, podendo irradiar para o membro superior esquerdo, náuseas, vômitos e sudorese. Porém, ela alerta que o paciente também pode ter dor no pescoço, na região cervical e no estômago. Essa variação está relacionada com a localização do vaso (artéria) obstruída. A cardiologista ressalta, ainda, que pode haver infarto sem dor, que acontece com mais frequência em pacientes diabéticos.

Há pessoas com mais chance de ter um IAM, especialmente as que apresentam fatores de risco como tabagismo, diabetes não controlada, hipertensão não controlada, obesidade, sedentarismo, do sexo masculino e pacientes que possuem casos de familiares que sofreram da doença, além da ansiedade e do estresse. “Quanto maior a lista de fatores, maior a probabilidade de se ter um infarto. Portanto, é necessário trabalhar para controlar os esses riscos, diminuindo assim a incidência do IAM. Portanto a prevenção é factível”, afirma Edna.

Tratamento

Nos casos de infarto agudo, o diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento reduzem os índices de morte e de outras complicações.

O paciente encaminhado para o hospital pode sofrer algumas intervenções como angioplastia primária (desobstrução do vaso ocluído). Em alguns casos, quando o tempo de transferência for mais demorado, tem-se a opção de utilização de medicamento (trombolítico) no local original do atendimento. Hoje, todos os hospitais, UPAs e centros de saúde possuem profissionais treinados e um aparelho de eletrocardiograma para diagnosticar um infarto.

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