Governo do Distrito Federal
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13/05/13 às 20h57 - Atualizado em 30/10/18 às 15h05

Hemocentro cadastra portadores de Doença Falciforme

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Registro de pacientes fica aberto até junho

O primeiro cadastro de pessoas com Doença Falciforme no Distrito Federal será realizado até 14 de junho, pela Fundação Hemocentro de Brasília (FHB), com o objetivo de conhecer a prevalência da doença e a distribuição dos pacientes no DF, para planejar ações integrais à saúde.

Uma equipe do Hemocentro, da Associação Falciforme de Brasília (ABRADFAL) e da UnB realizará o cadastro de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na Fundação Hemocentro de Brasília, no Setor Médico Hospitalar Norte, próximo à quadra 502/W3. É preciso apresentar documento de identidade, comprovante de residência com CEP e cartão do SUS, se tiver.

Para facilitar o acesso, o transporte do Hemocentro ficará à disposição dos pacientes, no percurso Hemocentro-Rodoviária do Plano Piloto, das 8h às 18h e Rodoviária do Plano Piloto-Hemocentro, das 8h30 às 16h30.

O cadastro será feito em duas etapas. A primeira é realizada no Hemocentro, onde são inseridos os dados de identificação do paciente e agendada uma consulta. Na segunda fase o médico que acompanha o paciente faz uma avaliação geral e acrescenta todas as informações importantes e medicações usadas habitualmente. Essas informações serão impressas em um relatório e entregues ao paciente que, em caso emergencial, poderá mostrá-lo ao médico do pronto socorro. Aquele paciente sem acompanhamento regular com um especialista será atendido por um hematologista do hospital mais próximo de sua residência.

Doença – A Doença Falciforme é um das doenças hereditárias mais comuns no mundo e sua mutação teve origem no continente africano, podendo ser encontrada em populações de diversas partes do planeta. No Brasil, devido à grande presença de afrodescendentes, a Doença Falciforme constitui um grupo de doenças e agravos relevantes. A incidência de nascidos vivos com a doença falciforme no país é de 1 para mil. Em alguns estados brasileiros, onde há mais cidadãos da raça negra, como a Bahia, a prevalência é de 1 para 650 habitantes.

A Fundação Hemocentro de Brasília tem, conforme Portaria nº 54 de 14 de abril de 2011, a competência de gerir o cadastro de pacientes portadores de Coagulopatias Hereditárias, Doenças Falciformes e outras Hemoglobinopatias, além de constituir o Comitê Técnico de Hemoglobinopatias Hereditárias do DF (Portaria nº 137 de 2 de agosto de 2011), que realiza estudos e propõe a reorganização do modelo de atenção à saúde desses pacientes.

Esses pacientes são submetidos a frequentes transfusões de sangue e necessitam de sangue fenotipado, aquele em que foram pesquisados vários outros grupos sanguíneos existentes, além dos grupos ABO/RH. Portanto, o ideal é fazer a transfusão com o sangue fenotipado mais parecido com o do paciente, para evitar reações transfusionais e complicações após as transfusões.

A Diretora-Presidente da FHB, Beatriz Mac Dowell Soares, esclarece que o objetivo deste cadastro é propor uma política de saúde dirigida a esse grupo de pacientes.