Governo do Distrito Federal
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18/12/18 às 13h29 - Atualizado em 18/12/18 às 13h30

Hemocentro necessita de novos doadores de medula óssea

No DF, Hemocentro lançou ação para atrair doadores de medula óssea

 

Desde o dia 14 e até o dia 21 de dezembro, organizações públicas e privadas estão fazendo ações para a promoção e conscientização sobre a doação e o transplante de medula óssea. Trata-se de um esforço para a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea, criada para estimular o número de doadores do Redome, o Registro Nacional de Doadores Voluntários.

 

O Redome reúne informações de pessoas dispostas a doar medula para quem precisa de transplante, um dos procedimentos que podem ajudar pacientes com leucemia, linfoma e outras doenças hematológicas.

 

No Distrito Federal, a instituição responsável pela mobilização é a Fundação Hemocentro de Brasília (FHB), que lançou a campanha “Você pode ser a esperança”, uma ação nas redes sociais que pretende atrair mais voluntários e, principalmente, despertar aqueles que já fizeram seus cadastros.

 

“Nossa campanha tem um sentido de vigilância, uma vez que o doador de medula não é um doador comum”, explica o gerente de procedimentos especiais do FHB, Dr. Jefferson Dias Brito. “Quem é voluntário do cadastro do Redome pode ser chamado a qualquer instante e deve ficar sempre em alerta sobre a atualização dos seus dados”, complementa.

 

Segundo o especialista, quem faz parte do cadastro deve ter uma postura ativa, uma vez que o doador pode levar anos para ser chamado. “Cabe ao doador tomar a iniciativa de informar qualquer mudança de endereço ou número de telefone”, diz.

 

Atrair novos voluntários também é fundamental. Segundo o gerente, o Distrito Federal possui 40 mil doadores cadastrados no Redome. Ao todo, o cadastro reúne 4.729.211 pessoas, um dos maiores quantitativos de doadores de medula do mundo.

 

Apesar dos números superlativos, o cadastro ainda não é suficiente para dar tranquilidade àqueles que aguardam um doador. Por ser um país com uma população muito miscigenada, o Brasil tem grande dificuldade em encontrar compatibilidade de medulas.

 

“Quanto mais misturada é uma população, mais difícil é encontrar uma um indivíduo compatível. Para se ter uma ideia, o doador ideal só é encontrado em 25% das famílias brasileiras. Ou seja, quando não há compatibilidade entre parentes, é preciso identificar um doador alternativo a partir dos registros de voluntários”, explica Brito. A chance de o paciente encontrar um doador compatível é de uma em cada 100 mil pessoas, em média.

 

SEJA UM DOADOR – Para ser um doador é necessário ter entre 18 e 55 anos de idade, estar em bom estado de saúde, não ter doença infecciosa ou incapacitante.

 

O cadastro é feito no Hemocentro e basta apresentar um documento de identidade com foto. Não é preciso agendar o atendimento.

 

Uma amostra de sangue é retirada para fazer o exame que identifica as características genéticas do doador. Essas informações são constantemente cruzadas com os dados de pacientes do Brasil e do mundo que necessitam de transplantes para determinar a compatibilidade.

 

O atendimento no Hemocentro é de segunda a sábado, das 7h às 18h. Fique atento para a mudança nos horários durante o Natal e o Ano-Novo. O Hemocentro está localizado Setor Médico Hospitalar Norte, Quadra 03, Conjunto A, Bloco 03 (Asa Norte).

 

Humberto Viana, da Agência Saúde

Foto: Brito/Arquivo-SES