Governo do Distrito Federal
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16/03/20 às 18h40 - Atualizado em 17/03/20 às 14h42

Hospitais públicos iniciam manutenção predial

Objetivo é que as melhorias auxiliem no enfrentamento do coronavírus

 

Teve início a nova manutenção predial de hospitais e demais espaços da Secretaria de Saúde. Orçada em um valor total de R$ 45,4 milhões, a medida vem para melhorar a infraestrutura das unidades e auxiliar no enfrentamento do coronavírus. O ponto de partida para as revitalizações foi o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), unidade habilitada no Distrito Federal para ser referência no tratamento do Covid-19.

 

No hospital, os primeiros reparos são voltados, basicamente, para o que impactará na qualidade da assistência. Estão incluídas melhorias nos banheiros e nas áreas de recepção, pintura, troca de piso, revitalização de paredes e forros. Também é prevista a adequação de equipamentos como bebedouros, pias e cadeiras. Tudo para melhorar o acolhimento do paciente nas recepções, prontos-socorros e demais áreas onde serão tratados.

 

De acordo com o subsecretário de Infraestrutura em Saúde (Sinfra), Isaque Albuquerque, a prioridade são as manutenções prediais que impactam diretamente no enfrentamento da disseminação do coronavírus. No caso do Hran, os reparos iniciaram com adequações das áreas que farão o acolhimento dos pacientes.

 

“É um investimento alto na manutenção das edificações, que proporcionará melhorias na qualidade do atendimento e mais segurança ao processo assistencial. Do valor total, R$ 20 milhões já estão empenhados e prontos para usar, tanto que iniciamos as ações imediatas”, explicou Isaque Albuquerque.

 

MEDIDAS – No momento, a enfermaria do 7º andar do Hran já foi dividida com material passível de limpeza e desinfecção, para evitar a disseminação do coronavírus. Apesar de essa ação emergencial ter sido iniciada antes da divulgação do contrato de manutenção predial, as medidas serão aprimoradas com o recurso disponível para os reparos estruturais.

 

“Faremos a compartimentação e individualizaremos os leitos na enfermaria. Essa segregação é uma das medidas para garantir a segurança, enquanto os pacientes estão em observação. A ideia é reduzir a circulação deles para outras dependências. Estamos encurtando o trajeto deles dentro do hospital. O objetivo é multiplicar o mesmo tipo de acolhimento para outros hospitais”, informou o subsecretário.

 

MAIS LOCAIS – As revitalizações também serão realizadas, de forma simultânea, nos hospitais regionais de Samambaia (HRSam), Taguatinga (HRT), Gama (HRG), Sobradinho (HRS), da Região Leste (HRL, antigo hospital do Paranoá), Brazlândia (HRBz), Guará (HRGu), Apoio de Brasília (HAB), São Vicente de Paulo (HSVP) e Materno Infantil de Brasília (Hmib).

 

Ainda estão incluídos galpões da Secretaria de Saúde, o Fundação Hemocentro de Brasília (FHB), a Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências de Saúde (Fepecs), o Complexo Regulador do Distrito Federal (CRDF) e o Parque de Apoio.

 

Nesse último, os reparos já se iniciaram no espaço de repouso destinado aos servidores da limpeza. O local passa por pintura e trocas de pisos, telhas, forro, além da revitalização do banheiro e de toda a estrutura elétrica e hidráulica.

 

Ainda no Parque de Apoio são previstos os mesmos tipos de reparos no espaço destinado aos vigilantes. Também é estudada a instalação de uma proteção para cobrir a canaleta de água pluvial, e outras adequações nos demais banheiros do local.

 

CONTRATOS – Os contratos de manutenção preventiva e corretiva foram publicados em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal de sexta-feira (13). Ao todo, 19 deles foram assinados com empresas de engenharia e consultoria para prestar serviços continuados de manutenção predial.

 

De acordo com a Sinfra, os contratos foram divididos em 20 lotes para abarcar os prédios. Os acordos também preveem fornecimento de mão de obra, peças e materiais nos sistemas de edificações e nas instalações elétricas. O prazo é de 180 dias improrrogáveis. Os extratos contratuais restantes devem ser publicados nos próximos dias.

 

Leandro Cipriano, da Agência Saúde
Fotos: Breno Esaki/Saúde-DF