Governo do Distrito Federal
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3/12/12 às 14h23 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

Hospital de Base passa por transformação para melhorar atendimento

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Qualificação e reorganização dos serviços de emergência são prioridades

O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) está se transformando. Compra denovos equipamentos para exames clínicos, informatização, eficiência administrativa, ações transparentes e humanização no atendimento já mostram resultados positivos, tanto para os servidores quanto para o público externo. “A meta do Governo Agnelo é acabar com o caos na saúde pública no DF. O secretário Rafael Barbosa passa as orientações, dá o apoio necessário e nós realizamos. Está evolução é sentida em vários setores”, disse o diretor geral do HBDF, Julival Ribeiro.

As mudanças começam já na entrada principal do Pronto Socorro – local de maior circulação de pessoas –que está sendo restaurada e modernizada, criando-se um ambiente mais acolhedor e humanizado para os usuários e servidores. Dentre as melhorias nas instalações físicas e de aquisição de maquinários, destacam-se: a instalação de mais um equipamento de hemodinâmica no Ambulatório, totalizando duas unidades no HBDF; a ampliação para 27 leitos de UTI de Neurotrauma e abertura de oito leitos de UTI coronariana; a reforma da Central de Materiais Esterilizados (CME); além da criação dos Centros de Trauma e Neurocardiovascular, referências no País, que contam com a parceria do SAMU.

No campo da informatização, foram contempladas as enfermarias (11 andares), o Centro Cirúrgico, o Centro de Terapia Intensiva (CTI), a Emergência e o Ambulatório (145 consultórios). “A qualificação e reorganização dos serviços de emergência vêm sendo um tema prioritário para o Governo e a sociedade médica. Neste contexto, a implementação dos centros de trauma e neurocardiovascular, além das residências em medicina de urgência e cirurgia de trauma, são passos decisivos na qualificação da assistência e na formação de mão de obra especializada” completou o coordenador do Centro Neurocardiovascular, Dr. Rodrigo de Freitas Garbero.

SOS Emergências

Um acordo de cooperação técnica e compromissos assumidos entre o Hospital de Base, a Secretaria de Saúde do DF e o Ministério da Saúde estabeleceu a implantação do SOS Emergência no HBDF. “Temos o apoio do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC – SP), que nos ajuda na capacitação dos gestores e na reestruturação interna com o projeto de Acreditação Hospitalar. Queremos implantar a qualidade e segurança no hospital, uma assistência qualificada e humanizada para o paciente, com processos de trabalhos definidos”, informou a coordenadora da Acreditação Hospitalar e membro do Escritório de Qualidade do HBDF, Maressa Q. Aguiar de Moura.

O acordo prevê o monitoramento diário dos atendimentos (classificação de risco e consultas), internações, óbitos e outras informações importantes. Para esse acompanhamento foi criado o Núcleo de Acesso a Qualidade Hospitalar (NAQH). Como metas, se destacam a redução no tempo médio de permanência na Emergência e o aumento da ocupação de leitos nas enfermarias. A ferramenta utilizada para monitorar esse tempo e as pendências de internação, que prolongam a permanência do paciente no Hospital, chama-se Kanban (sistema utilizado na área industrial que foi adaptado para os serviços de saúde) e foi implantada no início dessa gestão.

Dentro desse contexto, foi criada em fevereiro do ano passado a central de marcação de consultas, com o objetivo de agilizar o atendimento do paciente. A marcação foi centralizada em um só lugar, o que resultou no aumento de aproximadamente 12 mil novas ofertas de consultas em 25 das 37 especialidades ambulatoriais. A regulação de consultas e exames pelo Sistema de Regulação do Ministério da Saúde (SISREG), também foi implementada na Radiologia (exceto radiografia) e manteve-se nas especialidades de Cardiologia e Oftalmologia. O Hospital está se organizando para regular outras especialidades de grande procura pela população.

Cirurgias

A abertura da Sala Inteligente, segundo o chefe do Centro Cirúrgico, Dr. Bruno Sarmento, aperfeiçoou o Centro Cirúrgico do HBDF, com aumento significativo da qualidade na realização de cirurgias menos invasivas no tórax e abdômen. Com a reabertura de seis salas de cirurgia, fechadas há quase nove anos, além da modernização das outras dez salas, o HBDF ampliará sua capacidade de realização de cirurgias de alta complexidade, passando dos atuais 10 mil procedimentos anuais para 14 mil. A criação da Coordenação de Câncer e do serviço de Cirurgia Oncológica permitiu a reestruturação da assistência aos pacientes com câncer, também com resultados positivos para os usuários.
No almoxarifado, o gerenciamento de materiais e patrimônios foi reorganizado. O resultado surpreendeu os próprios administradores, que também citam a otimização de tempo e serviço conquistada com a digitalização de mais de 342 mil guias de atendimentos de emergência (GAE) e 140 mil prontuários. “Ganhamos agilidade e espaço. A tendência é acabar com essa prática de se guardar papel”, disse Julival Ribeiro.
Na área acadêmica foi criada a Coordenação de Ensino e Pesquisa e o Núcleo de Avaliação de Tecnologias na Saúde, em parceira com o Ministério da Saúde, e também houve a renovação da Certificação do HBDF para Hospital Ensino pelos Ministérios da Educação e da Saúde. “Isso incentiva e formaliza a vinda de médicos residentes para treinamento no Hospital de Base. Uma conquista importante para os usuários e para os estudantes, que se especializam em uma instituição de alta complexidade”, disse o diretor geral.

Democracia

Como parte da filosofia administrativa, o Hospital de Base do Distrito Federal adotou o sistema Colegiado de Gestão. Além de reunião semanal com as Secretarias de Assistência Social e de Saúde, todas as propostas são discutidas no Conselho Gestor – formado por representantes da direção geral, comunidade e servidores. No Hospital também estão em atuação os Colegiados da Emergência, da Tecnologia da Informação, do Centro Cirúrgico, da Radiologia e da Direção. Dessas reuniões saem as diretrizes de ações emergenciais e de médio e longo prazos. “Nada é praticado ou implementado sem ampla discussão e consulta aos órgãos superiores. Acreditamos que este seja o melhor caminho para o acerto. Em se tratando de saúde, não podemos errar”, encerrou o DrJulival Ribeiro.

José Roberto Bueno