Governo do Distrito Federal
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18/11/13 às 22h44 - Atualizado em 30/10/18 às 15h09

Hospital de Ceilândia atende a todas as exigências apontadas em auditoria do Ministério da Saúde

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Centro Obstétrico do HRC será ampliado

Um relatório do Ministério da Saúde, por meio do Departamento Nacional de Auditoria do SUS, analisou as condições da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) e constatou que a Comissão de Infecção Hospitalar da unidade tomou todas as medidas necessárias ao controle do surto de infecção hospitalar, registrado em abril deste ano.

No total foram analisados 25 itens e documentos no período de janeiro a dezembro de 2012 e janeiro a maio de 2013. A direção do HRC apresentou justificativas para 16 itens do relatório, indicando as ações já executadas ou em andamento para solução dos problemas. A auditoria acatou, por exemplo, a explicação sobre o serviço de ecografia para recém-nascidos da UTIN, oferecido regularmente por profissional médico qualificado.

Os auditores verificaram que o Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar do HRC é atuante, detectou e tomou as medidas cabíveis durante o surto de infecção hospitalar na Unidade Neonatal. Além disso, o relatório aponta que a quantidade de leitos na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal está acima das necessidades mínimas, segundo parâmetros assistenciais. São 20 leitos de Unidade Cuidados Intermediários Convencionais e seis leitos UCIN Canguru.

A diretora em exercício do HRC, Fernanda Toledo Hak, informou que a Secretaria de Saúde já realizou licitação pública para ampliação do Centro Obstétrico, um dos problemas apontados no relatório do MS/DENASUS. “A Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal passará a contar com 11 leitos, três além da capacidade atual. O HRC tem operado com demanda por atendimento assistencial muito superior à capacidade instalada e, quando ocorre a impossibilidade de internação em Ceilândia, o bebê é removido para outra unidade hospitalar com vaga disponível para internação, garantindo acesso amplo e qualificado conforme o nível de complexidade do paciente”, disse a diretora. Outra medida já adotada, segundo Fernanda, foi a realocação da câmara da anatomia patológica, que nos fins de semana fica no necrotério do HRC e não mais na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal.

A Central de Material Esterilizado do HRC também passará por reforma ainda este ano. Além disso já está em andamento licitação para compra de equipamentos novos e móveis para a lavanderia, bem como um processo para compra de roupas hospitalares.

O documento do DENASUS concluiu que as medidas tomadas após o surto de infecção hospitalar foram corretas. Segundo a direção do HRC, os profissionais receberam orientações relativas às práticas de prevenção de infecção como higienização das mãos, precauções de contato e isolamento de casos.