Governo do Distrito Federal
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5/03/15 às 11h15 - Atualizado em 30/10/18 às 15h11

Hospital de Samambaia realiza mastectomia com reconstrução mamária

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Procedimento é realizado em até 45 dias após o diagnóstico de câncer

BRASÍLIA (5/3/15) – Pacientes do Hospital Regional de Samambaia (HRSam) submetidas à mastectomia, que atendam aos critérios de inclusão, conseguem realizar o procedimento de reconstrução mamária na própria unidade. A cirurgia é realizada por mastologistas e pelo cirurgião plástico.

 

“Após os procedimentos necessários, operamos nossas pacientes em até 45 dias, ou seja, dentro do prazo estipulado pelo Ministério da Saúde. Todas as nossas pacientes têm as mamas reconstruídas imediatamente, exceto aquelas com limitações próprias, seja em virtude do próprio câncer ou por algumas doenças e hábitos”, explica a mastologista da unidade, Gilmara Rejane.

 

De acordo com Gilmara, a reconstrução das mamas favorece o tratamento das pacientes. “Tivemos uma paciente jovem, em que fizemos a mastectomia com reconstrução das mamas usando músculos do seu abdômen. No pós-operatório, ela chorava muito de felicidade quando pôde ver suas mamas reconstruídas. Essa emoção contagiou toda equipe”, relatou a médica ao destacar que esse procedimento ajuda também na luta contra a doença, ao manter a autoestima da paciente.

 

“A mama, além de ser fundamental para a amamentação, faz parte da feminilidade. Daí a importância de garantir a reconstrução para aquelas que atendem aos critérios de inclusão. A reconstrução mamária veio para ficar e, hoje, é uma realidade na residência médica em mastologia”, enfatiza Juliana Catão Grisi, mastologista do HRSam. 

  

Para o cirurgião plástico do hospital, Fabiano Gondim, a reconstrução colabora com o tratamento. “Fazemos um trabalho muito gratificante, porque restabelece um órgão amputado devolvendo a autoestima, o que facilita a aderência ao tratamento adjuvante pós-operatório com quimio e/ou radioterapia”, explica.

 

 

HRSam – A unidade dispõe de atendimento ambulatorial em mastologia e realiza vários procedimentos cirúrgicos. Em 2014, foram 842 atendimentos ambulatoriais em mastologia e 63 cirurgias nessa área. A equipe médica é composta por três mastologistas e um cirurgião plástico. O hospital realiza procedimentos como retirada de nódulos, de mamas axilares, mastectomia com reconstrução das mamas – por meio de expansores, prótese ou retalhos do músculo do abdômen e das costas -, além de cirurgia plástica não estética oncológica, entre outros.

 

O atendimento no ambulatório de mastologia é realizado nas terças e quintas-feiras, pela manhã. As consultas de primeira vez são agendadas por meio do Sistema de Regulação da Secretaria de Saúde.

 

 

Diagnóstico precoce – A doença identificada em estágios iniciais possibilita a cura em quase 90% dos casos, segundo especialista. A recomendação é que a mulher conheça suas mamas, a fim de identificar qualquer alteração.

 

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, o câncer de mama é o segundo tipo mais freqüente no mundo e o mais comum entre as mulheres. Segundo orientações das especialistas, mulheres acima de 40 anos devem fazer o rastreamento (mamografia) anualmente. Todas as mulheres, na primeira semana após a menstruação, devem avaliar as próprias mamas, palpando-as com a ponta dos dedos em movimentos circulares. Aquelas que já não menstruam podem realizar o autoexame em qualquer período. Na suspeita de qualquer alteração, é preciso procurar imediatamente um mastologista ou ginecologista.

 

Uma das grandes queixas de pacientes atendidas no HRSam refere-se a dor nas mamas e, segundo a médica Gilmara Rejane, dor fisiológica não é sinal de câncer. “Nódulos mamários, secreção sanguínea ou cristalina nas mamas, histórico familiar de casos, esses sim são fatores que aumentam a suspeita da doença”, reforçou.

 

 

Estilo de vida – Obesidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool, sedentarismo e depressão são fatores de risco que aumentam a incidência da doença. Mudanças de hábitos, como manter uma vida saudável, praticar exercício físico regularmente e, inclusive, amamentar são algumas das atitudes que ajudam a prevenir o câncer de mama.

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