Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
16/08/16 às 19h03 - Atualizado em 30/10/18 às 15h15

Hospital do Gama implanta Cirurgia Segura

COMPARTILHAR

Objetivo é reduzir riscos aos pacientes submetidos às intervenções cirúrgicas

BRASÍLIA (16/8/16) – Com uma média de 3,5 mil cirurgias eletivas e emergenciais por ano, o Hospital Regional do Gama (HRG) implantou o Programa Cirurgia Segura. Apoiada pelo Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde, a ação prevê a padronização da avaliação dos insumos que serão usados durante a intervenção cirúrgica, bem como dos procedimentos. O programa já foi implantado em hospitais como Materno Infantil, Asa Norte, Paranoá e Santa Maria.

“A Cirurgia Segura tem o objetivo de reduzir riscos de eventos adversos, que podem comprometer a segurança do paciente. A medida reflete em várias vantagens para o paciente, porque vários critérios são avaliados, como a conferência de dados, entre eles, se o paciente possui alergias, certeza do lado operatório e verificação dos equipamentos”, informou o ortopedista especialista em cirurgia de quadril que atua na unidade, Anderson Freitas.

As equipes já realizavam um processo de verificação para realizar as operações, porém, não existe uma padronização nacional. Com isso, a finalidade do protocolo é determinar as medidas a serem implantadas para reduzir a ocorrência de incidentes por meio do uso da Lista de Verificação de Cirurgia Segura desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A chefe do Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente, Rayanne Cristina Araújo Balbino, explica que o start inicial para que o programa começasse a funcionar veio com a composição do Time do Bloco Cirúrgico, em que todos os setores envolvidos diretamente com a assistência ao paciente cirúrgico foram convocados para participar do planejamento, construção e implementação dessa meta de segurança do paciente.

Com isso, foi realizado treinamento in loco sobre a implantação do processo e de orientação para manejo do instrumento de avaliação do paciente. A meta é garantir 100% de segurança assistencial, com a verificação mensal de seis indicadores: percentual de pacientes que recebeu antibiótico para profilaxia no momento adequado; local das cirurgias; paciente indicado para a cirurgia; procedimentos errados; taxa de mortalidade cirúrgica intrahospitalar ajustada ao risco; e taxa de adesão à lista de verificação.

CHECK LIST – Os profissionais devem avaliar o paciente em três etapas: antes da indução anestésica; antes da incisão cirúrgica; e antes de o paciente sair da sala de cirurgia. A checagem começa com a identificação do paciente, do local da cirurgia, do procedimento a ser realizado e preenchimento do termo de consentimento.

Eles também conferem itens como monitoramento de oximetria, verificação de alergias e das dificuldades de ventilação ou risco de aspiração.

Já na checagem Time out (antes da incisão na pele), estão previstos: confirmação de todos os membros que compõem a equipe, apresentando-se pelo nome e função; do paciente, local da cirurgia e tipo de procedimento. Também entram na lista a verificação pelo cirurgião dos pontos críticos da cirurgia, duração do procedimento e perdas sanguíneas, entre outros.

Por último, no Sign out (antes de o paciente sair da sala de cirurgia), ocorre confirmação do procedimento realizado, conferência dos instrumentais, compressas e agulhas, entre outros materiais.

Leia também...