Governo do Distrito Federal
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7/05/18 às 12h53 - Atualizado em 30/10/18 às 15h19

Hran faz blitz contra a infecção hospitalar

Servidores do Hran foram alertados sobre a higiene correta das mãos – Foto: Matheus Oliveira

 

Os servidores do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) foram surpreendidos, na manhã desta segunda-feira (7), com a Blitz do Controle da Infecção. A estrutura foi montada no hall de entrada do ambulatório da unidade, com o objetivo de alertar sobre a higienização adequada das mãos, que evita a transmissão de microrganismos e, assim, reduz o risco de infecção.

 

Aproximadamente 250 servidores participaram das atividades. Quem visitou a estrutura, montada pelo Núcleo de Controle e Infecção Hospitalar da unidade, passou por uma pequena pista e semáforo.

 

Logo à frente, a primeira proposta foi de que o servidor girasse uma roleta com números. De acordo com o resultado, ele era convidado a responder uma questão sobre a higienização adequada das mãos.

 

“As nossas mãos são as principais vias de transmissão de microorganismos de um paciente a outro e entre ambientes. A medida mais eficaz de prevenir essa transmissão é com a higienização. O ideal é utilizar a técnica correta nos momentos certos”, alertou a chefe do Controle de Infecção da Unidade, Suzy Maia.

 

A limpeza consiste em retirar adornos como anéis e relógio e higienizar, com álcool 70%, o dorso, a palma, os espaços entre os dedos, o polegar, friccionar as pontas dos dedos na palma de cada mão e, por último, os punhos.

 

“Quando a mão estiver visivelmente suja, é necessário primeiro lavar com água e sabão”, orientou Suzy, ao destacar que essas etapas atendem ao protocolo do Ministério da Saúde.

 

Ainda na blitz, foi colocado um boneco sobre a maca para simular um paciente em um leito hospitalar. Nesse ambiente, a equipe explicou quais são os cinco momentos ideias para realizar a higienização das mãos.

 

São eles:

 

1) antes do contato com o paciente;

2) antes da realização de procedimento antisséptico;

3) após risco de exposição a fluídos corporais;

4) após contato com o paciente;

5) após contato com as áreas próximas ao paciente.

 

Depois dessa exemplificação, os servidores fizeram a higienização e, para verificar se a limpeza estava adequada, foram convidados a colocar as mãos em uma caixa com luz negra, já que esse tipo de iluminação torna fluorescente os pontos mal higienizados.

 

Luz negra identifica pontos mal higienizados nas mãos

 

VISITA – A equipe do Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar também visitou alguns setores do Hran, acompanhados de dois palhaços, Amendoim e Bocó, do grupo Sagrado Riso, que ajudaram a tornar a atividade lúdica.

 

“Foi ideal para os profissionais de saúde reforçarem os conhecimentos”, disse o médico gastroenterologista, Pedro de Andrade, após ser abordado pela equipe e receber um quite com álcool em gel, bolsa para guardar adornos e folder sobre o assunto.

 

“É importante essa ação. Além de divertida, alerta sobre cuidados simples de redução de infecções”, elogiou e técnica de enfermagem, Ângela Leal.

 

Durante a visita, foram coletadas 20 amostras de culturas, aleatoriamente, das mãos dos servidores para verificar quais microrganismos estão presentes no ambiente.

 

A ação foi realizada ema alusão ao Dia Internacional da Higiene das Mãos, celebrado em 5 de maio e também à Semana de Controle de Infecção. Para a próxima quarta-feira (9), às 14h, será feita a palestra Prevenção da Infecção de Corrente Sanguínea, no auditório da unidade.

 

Visita contou com ajuda dos palhaços do grupo Sagrado Riso

 

TEXTO: Ailane Silva, da Agência Saúde

 

 

Hran faz blitz do controle da infecção hospitalar