Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
20/06/18 às 19h08 - Atualizado em 30/10/18 às 14h58

HRGu realiza capacitação em Terapia Nutricional Enteral

No HRGu são oferecidos, por mês, cerca de 630 litros de alimentação enteral – Foto: Gerson Lucas/arquivo SES

 

Os enfermeiros do Hospital do Hospital Regional do Guará (HRGu) participaram de uma capacitação em segurança na Terapia Nutricional Enteral, focada na atualização das normas vigentes como também na apresentação do novo formulário de intercorrência de dieta enteral.

 

O evento contou com palestras e uma dinâmica para apresentar o processo de administração da dieta enteral. Em dois dias, os profissionais tiveram com oito horas de capacitação.

 

Adriana Benevides, diretora da unidade, abriu o evento e reforçou o compartilhamento das informações e difusão do conhecimento entre os colegas. Ressaltou a importância de atualização de documentos, normas e do processo construtivo do conhecimento. Destacou ainda o ganho que se tem quando o conhecimento é aplicado no dia-a-dia.

 

“Sabemos que não é fácil tirar o profissional da ponta para estar presente nas capacitações. É impossível termos todos aqui. Mas, replicar o conhecimento faz toda diferença. Além disso, quando fazemos os processos correrem como deve ser, temos a alta mais rápida do paciente, como também economia de recursos”, declarou.

 

No HRGu, são oferecidos mensalmente, em média, 630 litros de alimentação enteral. A maioria das internações é de idosos, muitos com doenças crônicas degenerativas e que chegam com o quadro nutricional debilitado.

 

Nesse sentido, a unidade tem uma alta prescrição e busca diminuir as intercorrências na administração da dieta enteral. Nessa cadeia de cuidado, o enfermeiro é peça chave, pois está 24h com o paciente. Nesse processo ainda participam profissionais do Controle de Infecção, Segurança do Paciente, Nutrição e profissionais da elaboração e entrega da dieta.

 

Segundo Pollyana Corrêa, palestrante convidada e nutricionista de uma multinacional do ramo de alimentos, os papeis no processo de administração da dieta enteral são bem definidos, no entanto, é necessária uma integração e interação da equipe para que o propósito da terapia seja alcançado.

 

Na apresentação dos processos, Corrêa também destacou a responsabilidade da área de enfermagem por meio das resoluções do Conselho Federal de Enfermagem.

 

“Em dois momentos, fizemos uma pesquisa com pacientes em um intervalo de sete anos. No entanto, apesar do tempo, tivemos o mesmo resultado. Estamos errando no acompanhamento da alimentação desse paciente e 50% deles continuam desnutridos por conta da obstrução da sonda ou sonda fora do lugar, inviabilizando a nutrição adequada”, destacou Corrêa.

 

Na unidade hospitalar não tem sido diferente. Obstrução de sonda ou sonda fora do lugar fazem parte da lista de intercorrências, que inclui, ainda, a broncoaspiração e horário inadequado, situações mencionadas pelas áreas de segurança do paciente do HRGu.

 

Já os profissionais da ponta, destacaram a dificuldade com o acompanhante que insiste em dar alimentação à parte da sonda, podendo causar danos ao paciente. Nesse sentido, Rosemary Caldas, chefe do Núcleo de Nutrição e Dietética, ressalta a responsabilidade de cada ator na cadeia e a importância de validação dos processos e, por conta disso, passará a adotar o Formulário de Informações de Intercorrência de Dieta Enteral.

 

Marcelo Melo, chefe da Supervisão de Emergência da Enfermagem, defendeu a sensibilização e implantação do formulário junto aos profissionais envolvidos no processo. “Sem dados, não conseguimos melhorar o nosso trabalho e isso só será possível com o comprometimento individual de cada um”, destacou.

 

TEXTO: Érika Bragança, da Agência Saúde