Governo do Distrito Federal
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5/02/19 às 11h31 - Atualizado em 5/02/19 às 13h07

HRT avança na implantação de projeto que agiliza atendimento

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Profissionais do Hospital Sírio Libanês encerram, nesta terça-feira (5), a oitava visita ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT) de orientação do projeto Lean nas Emergências. A iniciativa tem o objetivo de melhorar as rotinas do pronto-socorro para reduzir a quantidade de pacientes, com foco nos processos de trabalho.

 

“Com a implantação do Lean, é esperado que haja a redução de superlotação nas unidades de urgência e emergência, por meio de sistema de gestão que padroniza processos internos. Com isso, reduzimos o tempo de permanência do paciente e temos maior efetividade e produtividade das equipes. Será uma mudança de cultura e de rotina”, destacou a gerente de Planejamento, Monitoramento e Avaliação do HRT, Ana Maria Nunes.

 

O Hospital Regional de Taguatinga foi um dos 20 hospitais selecionados para a segunda etapa do Lean nas Emergências. Um dos critérios avaliados foi o grande número de atendimentos do pronto-socorro e o tempo de permanência de pacientes de urgência e emergência. “Como resultado, queremos diminuir a superlotação e garantir qualidade e segurança ao paciente”, ressaltou especialista em medicina de urgência e emergência do Sírio Libanês, Alisson Veríssimo.

 

O projeto é do Ministério da Saúde, implementado pelo Hospital Sírio-Libanês e, segundo avaliação do próprio ministério, tem se mostrado eficaz em reduzir a superlotação e melhorar o atendimento em emergência de hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde.

 

“É preciso dar identidade ao projeto, definir os problemas do hospital, verificar o perfil da região e dificuldades internas, tudo isso envolvendo cada vez mais lideranças e equipes na operação”, frisou a responsável pela intervenção no Hospital Regional de Taguatinga e especialista em processos, Renata Gonzales dos Santos.

 

Na primeira etapa, outros dois hospitais do Distrito Federal também participaram: o Instituto Hospital de Base e o Hospital Regional de Ceilândia.

 

HUMANIZAÇÃO – Com a otimização do tempo e dos recursos humanos disponíveis, a superintendente da Região de Saúde Sudoeste, Lucilene Florêncio, acredita que esta será uma oportunidade para humanizar ainda mais o atendimento no pronto-socorro. “A gente não pode tratar de maneira igual os desiguais. Eu não posso deixar um senhor de 95 anos esperando no pronto-socorro. Temos que dar, o mais rápido possível, o mínimo conforto”, exemplificou.

 

ENTENDA – O Lean é uma filosofia de gestão voltada para melhoria de processos baseado em tempo e valor, desenhada para assegurar fluxos contínuos e eliminar desperdícios e atividades de baixo valor agregado.

 

O projeto-piloto, que aconteceu de agosto a dezembro de 2017, atuou em seis instituições públicas de saúde, treinando-as e auxiliando na implementação de melhorias para garantir agilidade e eficiência nos processos de urgências de hospitais.

 

A fase de intervenção dura em média seis meses. Após o término desse período, a equipe de controle do projeto acompanha os resultados por mais 12 meses para garantir a manutenção a longo prazo das melhorias introduzidas nas unidades.

 

RESULTADOS – Segundo informações oficiais do projeto, o Lean nas Emergências conseguiu diminuir em 45% o período de espera entre a triagem e o primeiro atendimento médico. Após a intervenção em 16 hospitais que participaram da primeira fase, esse tempo passou de 3h para, em média, 1h30.

 

Considerando o período desde a entrada na unidade de saúde, passando pela triagem, consulta, administração de medicamentos e exames, até a alta médica, o paciente que busca atendimento nessas emergências passa, agora, duas horas a menos no pronto-socorro – uma redução de 37%, passando de 7h para 5h.

 

 

Josiane Canterle, da Agência Saúde 

com informações do Ministério da Saúde

Fotos: Breno Esaki/Saúde-DF