Governo do Distrito Federal
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19/09/19 às 10h15 - Atualizado em 19/09/19 às 10h15

HRT realiza mutirões de cirurgias ortopédicas

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As operações de menor porte são programadas para as noites das terças-feiras

 

A necessidade de retirar a haste, colocada há cerca de um ano, para segurar os ossos da tíbia e da fíbula foi o que levou Jalisson Silva de Brito a passar por mais uma cirurgia. Como vinha fazendo o acompanhamento ambulatorial no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), o médico indicou a retirada devido a uma infecção recorrente no local e, em um mês, o procedimento estava sendo realizado para surpresa do jovem.

 

“Eu cheguei no início da tarde, fiz os exames e fiquei aguardando. Por volta das 10h da noite foi feita a cirurgia de retirada da haste. Eles estavam realizando muitas cirurgias ontem. Eu fique de cara”, relata o rapaz. Jalisson é motoboy e, há cerca de dois anos, sofreu um acidente de moto com fratura exposta.

 

O jovem passou por cirurgia na noite desta terça-feira (17), bem como outros quatro pacientes. Esse é o número de operações previstas para acontecer nas noites das terças-feiras. São pacientes que estão internados ou que aguardam em casa por uma cirurgia ortopédica.

 

Esses traumas não são de emergência, mas procedimentos de pequeno e médio porte e de pequena duração. Esta ação, chamada de Fila zero, requer a mobilização semanal extra dos ortopedistas, anestesiologistas e demais profissionais comprometidos com o mutirão.

 

“Na Ortopedia, são pacientes de urgência ou eletivas, que vão para o bloco cirúrgico a fim de dar vazão à demanda, que é grande, agilizando o atendimento ao paciente que aguardava internado. Alguns ficam no hospital por duas, três semanas, sem fazer a cirurgia devido aos atendimentos de emergência”, esclarece o gerente da Assistência Cirúrgica, Izailson Chaves Rocha de França.

 

Ele explica que os procedimentos mais comuns estão relacionados a fratura de rádio distal, fratura de tornozelo, de patela, lesões ligamentares, ruptura de tendões, entre outras. “A média é de 80% de cirurgia por fratura, pacientes com lesões que precisam ser tratadas, e 20% são de pacientes que precisam retirar material de síntese, como pinos e hastes”, descreve França.

 

O gerente, que é médico ortopedista, explicou que à noite são realizadas apenas operações de urgência, colocando algumas salas de cirurgia à disposição neste turno. A proposta do Fila Zero é aproveitar o período noturno para os procedimentos de menor porte, realizando vários em uma única noite. “Com essa medida, não temos fila de espera para este tipo de cirurgia”, conclui França.

 

Outra paciente beneficiada com a medida foi Joana D’Darc Alves Pereira, 56 anos. Ela foi chamada para retirar nove pinos do tornozelo que estavam causando incômodo e dor, impedindo-a de conseguir caminhar. “Quebrei o tornozelo em casa, mas achava que só tinha deslocado. Quando o médico fez o raio X, no dia seguinte, confirmou que estava quebrado”, recorda.

 

 

Joana D’Darc lembra: “Isso aconteceu há um ano e eu senti muita dor durante esse tempo, andando de cadeira de rodas. Agora, o médico resolveu tirar os pinos. A cirurgia foi marcada há cerca de um mês e, ontem (17), entrei para a sala já era quase meia noite. Agora, sinto menos dor” relata a mulher, acompanhada pela filha e com previsão de alta para esta semana.

 

Josiane Canterle, da Agência Saúde

Fotos: Divulgação/Saúde-DF