Governo do Distrito Federal
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30/04/18 às 10h18 - Atualizado em 30/10/18 às 15h19

Identificação pessoal é regra número um da segurança do paciente

Identificação é fundamental desde a admissão até a alta da unidade – Foto: Mariana Raphael

 

Item número um entre as seis metas internacionais de segurança do paciente, a identificação de quem é atendido na rede hospitalar é importante para prevenção de erros, como medicação incorreta, problemas na entrega de resultados de exames e realização de procedimentos.

 

É obrigação do paciente levar documento de identificação, além de comprovante de endereço e fornecer um número de telefone válido. Assim como é dever do servidor, preencher os formulários necessários na hora de cadastrar o paciente.

 

“Temos encontrado algumas dificuldades, por exemplo, na entrega de resultados de exames e quando é necessário remarcar consultas. Se o endereço ou o telefone do paciente estiver desatualizado no nosso cadastro, não conseguimos encontrá-lo”, observa o diretor do Hospital Materno Infantil (Hmib), João Vilela.

 

O médico orienta que os pacientes levem todas as informações necessárias na hora do atendimento. Ele diz que é comum na unidade a orientação aos servidores para que preencham corretamente o cadastro SES.

 

Vilela explica que ninguém deixará de ser atendido por falta de um documento, mas que a não existência desses dados básicos pode colocar em risco o tratamento do paciente.

 

Segundo a gerente de Risco em Serviços de Saúde, Fabiana de Matos, o protocolo do Ministério da Saúde diz que, minimamente, nos instrumentos de identificação do paciente precisa haver dois marcadores.

 

“Na Secretaria de Saúde, os preconizados são o nome completo do paciente e a data de nascimento. Associado a isto, alguns serviços colocam, também, o número SES”, explica.

 

O número pode ser obtido em qualquer unidade básica de saúde. Basta que o usuário compareça a uma mais próxima de casa para fazer o cadastro.

 

ERROS – De acordo com Fabiana, a identificação é fundamental desde a admissão até a alta da unidade.

 

“A identificação é o processo pelo qual se assegura ao paciente que a ele será destinado determinado tipo de tratamento, prevenindo a ocorrência de erros. Ou seja, é através da identificação dele que ele tomará medicação prescrita para ele naquele horário, por exemplo”, detalha.

 

A Secretaria de Saúde tem trabalhado para melhorar esses cadastros, tanto capacitando e orientando profissionais, quanto informando pacientes e acompanhantes.

 

Entre as ações, está uma cartilha, produzida para oferecer dicas de segurança aos usuários da rede.

 

Uma das orientações é observar se a pulseira de identificação e os documentos estão corretos, além de conferir o nome nos resultados dos exames.

 

 

TEXTO: Alline Martins, da Agência Saúde