Governo do Distrito Federal
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1/02/19 às 16h02 - Atualizado em 1/02/19 às 16h33

Infraestrutura da saúde recebe melhorias no primeiro mês de gestão

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As estruturas precárias das unidades de saúde do Distrito Federal ganharam especial atenção nestes primeiros 30 dias de governo. Fiações expostas, estruturas com rachaduras e problemas hidráulicos são situações, infelizmente, comuns pelas edificações que compõem a rede, conforme constatado em relatório produzido pela gestão. No entanto, esta realidade, que perdura por anos, já está sendo modificada com um plano de ação da Subsecretaria de Infraestrutura em Saúde (Sinfra).

 

“Nesse sentido, foi dado andamento ao processo de contratação de empresas para que haja manutenção predial permanente nos hospitais e unidades básicas de saúde, trazendo maior conforto à população”, garante a subsecretaria de Infraestrutura em Saúde, Carla Pacheco.

 

De acordo com ela, o cenário da rede pública apresentava várias unidades de saúde sem contrato de manutenção predial. Contudo, nesses 30 dias à frente da Sinfra, sua equipe conseguiu dar andamento a processos administrativos parados por meses. “Demos agilidade fazendo todo um trabalho de gestão com os setores envolvidos e demais órgãos”, conta.

 

REESTRUTURAÇÃO ADMINISTRATIVA – Também foi apresentada a proposta de reestruturação administrativa dos setores da Sinfra, o que permitirá a maior agilidade na tramitação de processos e, consequentemente, melhor atendimento das necessidades da Secretaria de Saúde.

 

“O cenário que encontramos foi de pouca quantidade de servidores capacitados para dar andamento aos processos, principalmente engenharia clínica, civil, mecânica e arquitetura. Por isso, vamos buscar convênios para ter mais pessoas e prestar mais apoio. Também pretendemos criar um núcleo de apoio na Novacap, para trabalhar exclusivamente com as obras da saúde”, disse.

 

OBRAS DE INFRAESTRUTURA E MANUTENÇÃO – Neste início de gestão, obras estão sendo tocadas no Hospital Materno Infantil de Brasília e fazem parte do SOS DF Saúde. Serão trocados 2,7 mil m² de piso, além de realizada a pintura em 5,1 mil m² de paredes. Ao todo, serão investidos R$ 866.455,58 e a previsão é de que as intervenções estejam concluídas em 90 dias.

 

Outra grande obra que está sendo tocada pela gestão é a do edifício onde será instalado um novo acelerador linear, destinado a atender pacientes com câncer e que precisam de radioterapia. O custo total do empreendimento é de cerca de R$ 9,1 milhões, sendo que R$ 3 milhões foram destinados à aquisição do equipamento.

 

A construção, de 860 m², está sendo erguida no terreno ao lado do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), numa área de 3.091 m². Segundo cálculo do Ministério da Saúde é necessário ter um equipamento desses para cada 500 mil habitantes.

 

Mais uma ação positiva para o HRT foi a aquisição de aquecedores elétricos para substituição da caldeira. Tal providência visa atender a um acordo realizado com o Ministério Público do Trabalho para garantir maior segurança aos trabalhadores e economia de recursos públicos para a Secretaria de Saúde.

 

Além disso, foram visitadas as obras de unidades básicas de saúde (UBS) que trarão maior assistência e conforto à população, levando saúde mais próxima às residências dos moradores do Distrito Federal. Entre elas, da Fercal, Planaltina, Recanto das Emas, Riacho Fundo II e Samambaia, além do novo Complexo Oncológico de Taguatinga.

 

“As obras de Planaltina e Fercal estão em processo avançado, e devem ser concluídas ainda no primeiro semestre deste ano”, garantiu Pacheco.

 

AQUISIÇÕES DE MAMÓGRAFOS – Nesse meio tempo, a Secretaria de Saúde conseguiu adquirir quatro mamógrafos. Os equipamentos irão para os hospitais de Sobradinho, Planaltina, Hmib e o Centro de Radiologia de Taguatinga (CRT) nos próximos meses.

 

Além disso, segundo a subsecretária, já foi dado prosseguimento a aquisição de três tomógrafos para a rede pública, que deverão ser adquiridos pelos hospitais do Gama, Asa Norte e Paranoá.

 

GRANDES DESAFIOS – Um dos grandes desafios enfrentados pela área de infraestrutura neste início de gestão foi o curto-circuito ocorrido nas instalações do Hospital Regional de Taguatinga, no dia 24, que resultou na paralisação temporária dos serviços da unidade.

 

Prontamente, técnicos da pasta agiram para recuperar as redes elétrica e hidráulica, o que permitiu a normalização do funcionamento da unidade no dia 29 janeiro.

 

Ainda durante as primeiras horas de ocorrência do incidente, a Secretaria de Saúde montou um gabinete de crise em que a infraestrutura teve papel fundamental. Na ocasião, em reunião no próprio HRT, ainda sem energia elétrica, gestores da pasta foram unânimes em decidir que a unidade passará por uma reforma estrutural, recuperação que também será feita em outros locais da rede por meio do SOS DF Saúde.

 

“Pretendemos expandir as reformas emergenciais para os hospitais de Ceilândia e da Asa Norte, porque são os que estão mais precários. Um corpo técnico com vários engenheiros e arquitetos têm visitado esses locais e feito o levantamento das áreas que estão mais necessitadas”, informou Carla Pacheco.

 

Fábio Magalhães e Leandro Cipriano, da Agência Saúde

Fotos: Breno Esaki/Saúde-DF