Governo do Distrito Federal
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2/01/18 às 17h35 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Inspeção em imóveis é essencial no combate ao Aedes aegypti

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Agentes de vigilância, porém, ainda enfrentam resistência de moradores

BRASÍLIA (2/1/18) – A melhor maneira de evitar a proliferação do Aedes aegypti, o transmissor da dengue, chikungunya, zika e febre amarela, é eliminar os criadouros do mosquito. Neste sentido, uma das ações importantes promovidas pela Secretaria de Saúde é a inspeção em domicílios. Porém, os agentes enfrentam resistência de moradores para entrar nas residências.

“Isso dificulta as atividades preventivas e de controle de arboviroses, como a dengue, chikungunya, zika e febre amarela. Isso ainda se dá pela falta de compreensão da importância das nossas atividades para a manutenção da saúde coletiva e da qualidade de vida da população”, destaca o diretor de Vigilância Ambiental, Denilson Magalhães.

Segundo ele, o índice de pendência, que reflete a rejeição das atividades por parte da população, alcançou 17,71% no ano passado, bem maior que os 13,56% registrados em 2016.

Ainda assim, a Secretaria de Saúde tem conseguido fazer muitas inspeções. Até novembro do ano passado, 1.388.798 imóveis passaram pelo crivo dos agentes. No mesmo período houve 2.903 recusas de acesso aos imóveis. Os números seguem a média verificada em 2016, quando foram visitados 1.403.793 imóveis, com recusa de 2.244 moradores.

IMPORTÂNCIA – Segundo Denilson Magalhães, essas inspeções se fazem importantes por diversas razões: “identificar as condições de saúde ambiental, presença de condições e fatores que coloquem em risco a saúde dos moradores; identificar a presença de criadouros de vetores do Aedes aegypti, eliminar os criadouros e tratar aqueles que não são passíveis de eliminação; identificar objetos ou condições ambientais no domicílio que possam servir de criadouro de vetores, animais peçonhentos, roedores etc, orientando os moradores quanto a medidas de adequação e prevenção; conscientizar a população para manter seu ambiente residencial e de uso coletivo livre de potenciais criadouros de mosquito, evitando a ploriferação das arboviroses”, enumera.

Diante da importância das visitas, Denilson avisa que os agentes de vigilância estão sempre devidamente identificados. “Eles usam uniformes compostos por camisetas, calça, colete, bolsa e crachá funcional, todos personalizados com a logomarca da Secretaria de Saúde”, detalha.

Ele diz, ainda, que em casos de dúvidas, o morador pode consultar o nome do servidor no hotsite Brasília contra o Aedes. “Se ainda assim restarem dúvidas, pode ligar em um dos núcleos regionais da Dival. Os telefones constam no site da Secretaria de Saúde“, finaliza.

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