Governo do Distrito Federal
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23/05/18 às 15h45 - Atualizado em 30/10/18 às 15h19

Instituto Base é apresentado para secretários estaduais de Saúde

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Humberto Fonseca apontou avanços na saúde do DF – Foto: Matheus Oliveira

 

Representantes da Saúde de todo o Brasil puderam conhecer, nesta quarta-feira (23), detalhes de um dos maiores avanços administrativos ocorridos na gestão hospitalar do Distrito Federal em 2018.

 

Vice-presidente da Região Centro-Oeste do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e titular da Saúde no DF, Humberto Fonseca proferiu, durante a 7ª Assembleia do Conass, a palestra Troca de Experiências entre as Secretarias de Saúde – Criação do Instituto Hospital de Base, destacando os avanços e benefícios aos cidadãos.

 

Fonseca iniciou o discurso classificando como atrasado o atual modelo de gestão de saúde feito por administração direta. “Utilizamos instrumentos burocráticos, como a Lei 8.666, que impede que a administração seja célere. Com isso, o tempo para comprar um medicamento é o mesmo para comprar uma caneta”, comparou.

 

O chefe da pasta lembrou que, apesar de uma série de esforços para reduzir o tempo dos processos de compra, a Secretaria de Saúde do DF só conseguiu diminuir em dois meses esse prazo nos casos de aquisições regulares, que chegava a 10 meses. No caso de licitações emergenciais, são dois meses e meio, e para realizar um concurso para contratação de pessoal, aproximadamente um ano.

 

“Buscamos modelos menos burocráticos e mais flexíveis desde o início da gestão, e conseguimos. O Base, o maior hospital terciário e centro da rede de alta complexidade, tinha sérios problemas como dificuldade para reposição de recursos humanos e readequação de áreas físicas com reformas”, destacou o chefe da pasta.

 

Segundo Humberto Fonseca, o IHBDF tem um modelo menos burocrático e mais flexível – Foto: Matheus Oliveira

 

Segundo ele, agora, a realidade é outra. Após a aprovação de sua transformação pela Câmara Legislativa e sanção da Lei 5.899/2017, do IHBDF, foram instituídos instrumentos como Regimento Interno, Regime Próprio de Contração e Seleção para dar celeridade aos processos.

 

“O tempo de compra de um medicamento oncológico que levava três meses foi reduzido para 37 dias e com 10% de diminuição do custo”, exemplificou. Também caiu o prazo, antes de três meses, para adquirir medicamentos de uso comum (32 dias), insumos laboratoriais (36 dias) e materiais médicos (45 dias).

 

O chefe da pasta citou ainda que o IHBDF conta com controle público e blindagem política da administração, bem como controle externo feito pelos órgãos como o Tribunal de Contas.

 

Estavam presentes no evento o presidente do Conass e secretário de Saúde de Goiás, Leonardo Vilela; a coordenadora do Programa de Direito Sanitário da Fiocruz Brasília, Maria Delduque; secretário de saúde de vários estados; entre outras autoridades.

 

Evento do Conass contou com a presença de vários secretários de Saúde do país – Foto: Matheus Oliveira

 

TEXTO: Ailane Silva, da Agência Saúde

 

Instituto Base é apresentado para secretários estaduais de Saúde