Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
1/09/17 às 16h47 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Investimentos reforçam atenção primária

COMPARTILHAR

Fortalecimento garante assistência com mais qualidade à população

BRASÍLIA (1/9/17) – Compra de mobiliário, equipamentos médicos e construção de Unidades Básicas de Saúde são apenas algumas das ações recentes da Secretaria de Saúde que apontam qual caminho essa gestão pretende seguir: reforçar a atenção primária para que cada vez menos as pessoas necessitem buscar atendimentos nas emergências.

Estudos internacionais indicam que 85% dos problemas de saúde podem ser resolvidos na atenção primária, cerca de 9% na atenção especializada e apenas 6% em ambiente hospitalar. “Diante disso, não é estruturante investir mais onde menos problemas podem ser resolvidos. Por isso, a secretaria tem investido mais em algo que gere mais eficiência no uso do recurso público”, explica o secretário-adjunto de Assistência à Saúde, Daniel Seabra.

Com essa lógica, a Secretaria de Saúde passou a utilizar mais e melhor os recursos destinados exclusivamente para aplicação na atenção primária. “Em gestões anteriores, a secretaria recebia este recurso do Ministério da Saúde, mas não aplicava onde deveria, o que provocou a manutenção da precariedade nas UBSs. Nossa gestão está revertendo isso”, reforçou.

AQUISIÇÕES – Prova desse fortalecimento da atenção primária é o recém realizado pregão para a compra de mobiliários para as Unidades Básicas de Saúde que estão em construção. Um total de R$ 10 milhões investidos para que pacientes e servidores tenham melhor qualidade em estrutura, fator que impacta diretamente na assistência. “A população tem o direito de ser atendida com dignidade e não com estruturas precárias como encontramos hoje”, frisa Seabra.

Ele explica que essa verba não poderia ser utilizada em outras áreas. “A fonte dele nos permite comprar apenas material permanente. Portanto, não poderiam ser utilizados, por exemplo, para comprar medicamentos ou investir em UTIs”, detalha o secretário-adjunto.

Além disso, a pasta também está comprando equipamentos médicos para melhorar o atendimento à população. Há cerca de dois meses, foram adquiridos 6.330 itens, como sonar, suporte para soro, balança e aparelhos de medir pressão, os quais já começaram a chegar às Unidades Básicas de Saúde.

“Por causa da falta de alguns equipamentos ou por ter alguns com funcionamento precários, por muitas vezes tínhamos de encaminhar pacientes para hospital regional, para coisas simples, como tomar um soro, porque não tínhamos um suporte. A chegada desses equipamentos vai evitar que isso aconteça”, observa o gerente da Unidade Básica de Saúde 1, em Taguatinga, Rodrigo Miranda.

NOVAS UNIDADES – Além de abastecer UBSs já em funcionamento, esses mobiliários e equipamentos vão atender a novas unidades que serão inauguradas em breve. Segundo o diretor de Organização de Serviços de Atenção Primária, Lucas Bahia, Samambaia e Ceilândia receberão, ainda este ano, novas UBS. “A de Samambaia deverá ser inaugurada em outubro e outras duas, uma no Pôr do Sol e outra no Sol Nascente, em dezembro”, diz.

“Estamos priorizando as áreas mais vulneráveis, como estas em Ceilândia”, frisa Daniel Seabra. Atualmente, a cobertura de Saúde da Família na região é de 46%. No início do processo de conversão do modelo de atenção primária, no ano passado, essa cobertura era de 22%.

Segundo o diretor de Atenção Primária da Região de Saúde Oeste, que engloba Ceilândia, Luiz Henrique Mota Orives, atualmente há três equipes de saúde da família no Pôr do Sol e 16 no Sol Nascente. “Temos a possibilidade de ampliar esse número após finalizado todo o processo de conversão”, destaca.

Conforme lembra Daniel Seabra, cada nova UBS instalada permite a atuação de uma a sete equipes de saúde da família. “Com isso, uma unidade atende a pelo menos 3.750 pessoas daquela região”, diz.

PESSOAL- Investir em atenção primária inclui construção de novas unidades, compra de mobiliário e equipamentos, mas também exige pessoal para anteder a demanda. Além de reorganizar os profissionais na nova lógica de atendimento, a Secretaria de Saúde tem convocado todos os aprovados em Medicina de Família e Comunidade para atuar na atenção primária.

Segundo a subsecretaria de Gestão de Pessoas, em 2016 foram contratados 27 médicos de família e comunidade. Neste ano, mais 52 profissionais dessa especialidade passaram a atuar na Secretaria de Saúde.

OUTRAS ÁREAS – Investir em atenção primária, porém, não significa deixar outras áreas da Saúde desassistidas. Um exemplo é a reabertura de leitos até então bloqueados, graças a contratação de novos servidores. Equipamentos que estavam quebrados voltaram a funcionar, possibilitando, por exemplo, zerar fila de mamografia.

No quesito medicamentos, levantamento da Secretaria de Saúde aponta que hoje a pasta possui um dos seus melhores indicadores: 86,5% de abastecimento de medicamentos e 80,8% de materiais médico-hospitalares.

Leia também...