Governo do Distrito Federal
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4/08/15 às 15h52 - Atualizado em 30/10/18 às 15h12

Ludoteca irá atender crianças vítimas de violência no Hran

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Sala foi inaugurada nesta terça-feira (4)

BRASÍLIA (4/8/15) – Livros, brinquedos didáticos e terapêuticos, cortinas, poltrona, ar condicionada e decoração infantil fazem parte da Ludoteca inaugurada, nesta terça-feira (4), no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), para atender crianças que foram vítimas de violência. O tratamento é feito pela equipe do Programa de Pesquisa, Assistência e Vigilância à Violência (PAV), que ganhou o nome de Margarida.

No Hospital, além da nova Ludoteca em substituição a uma antiga que estava desgastada, também houve reparos e instalação de ar condicionado em uma sala multiuso, destinada aos adolescentes, adultos e mulheres, as quais também recebem atendimento ginecológico. As intervenções foram feitas em parceria com o Instituto Sabin, responsável pela primeira instalação da Ludoteca no hospital em 2008.

“É muito importante realizar o tratamento com esse tipo de recurso. Está muito claro que violência é uma questão de saúde pública. Os agravos que decorrem na saúde de quem sofre violência são muito sérios e debilitantes”, destacou o coordenador do Programa Margarida e psicólogo, Pedro Barbosa.

A sócia fundadora do Sabin, Sandra Soares Costa, ressaltou que a parceria com a Secretaria de Saúde é resultado de um projeto vitorioso. “Nós contribuímos com melhores condições para que os profissionais façam seu trabalho e para atender as vítimas de violência que precisam de atendimento diferenciado”, disse.
O psicólogo citou que traumas causados pela violência física, psicológica, moral e outros tipos podem resultar desde uma reclusão até uma depressão profunda e acometimento total da vida do paciente. Para as crianças, os problemas podem chegar a prejudicar a vida adulta.

“Um trauma não tratado tende a desencadear uma série de transtornos, principalmente, influência direta na socialização das crianças, que apresentam baixo rendimento. Na fase adulta, as vítimas de abuso sexual, por exemplo, costuma ter grandes dificuldades para se relacionar na vida amorosa”, disse Barbosa.
Para cada paciente é elaborado um plano de tratamento, feito pela equipe multidisciplinar. “Em alguns, casos os pacientes são consultados duas vezes por semana. Geralmente, eles são atendimentos pelo período de um mês e pode chegar até um ano ou mais”, destacou.

PROGRAMA –O Programa Margarida visa proporcionar cuidados às pessoas em situação de violência de forma eficaz, através do acolhimento e acompanhamento biopsicossocial, a fim de reduzir os impactos da violência, melhorar a qualidade de vida das vítimas, proporcionando um espaço de vivência, onde os pacientes podem refletir sobre a realidade do próprio cotidiano em seus diversos ambientes, e assim superar suas dores emocionais.

Os serviços prestados pelo programa são realizados de forma interdisciplinar e por uma equipe multiprofissional composta por assistente social, ginecologista, psiquiatra, psicólogos, técnicos em enfermagem e técnicos administrativos. Os atendimentos são direcionados a mulheres, homens, crianças, adolescentes e idosos.

O acompanhamento continuado à vítima e seus familiares, por profissionais de saúde especializados, minimizam os fatores da revitimização, fortalece o vínculo assistencial na rede e contribui para a adesão ao tratamento em situações de violência sexual.

Os pacientes têm acesso aos PAVs pelo acolhimento e, consequentemente, ao tratamento. O Programa Margarida funciona no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), de segunda à sexta-feira, de 8h às 12h e das 14h às 18h, com atendimentos pré-agendados. O acolhimento ocorre às quartas-feiras, pela manhã.

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