Governo do Distrito Federal
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11/05/20 às 17h24 - Atualizado em 15/05/20 às 17h53

Maioria das mortes naturais no DF foram causadas por infarto agudo

Doenças relacionadas ao consumo de álcool são responsáveis por óbitos em adultos entre 30 e 60 anos

 

O Serviço de Verificação de Óbito (SVO) atestou 1.720 do total de 15.318 óbitos que ocorreram no Distrito Federal no ano de 2019. O número representa 11,2% do total. Mas o que chama a atenção é que a análise de óbitos realizada pelo SVO mostra que o infarto agudo do miocárdio ainda é a principal causa de morte em adultos, seguida de doenças hipertensivas, principalmente acima de 60 anos.

 

A terceira maior causa de morte está ligada a doenças causadas pela ingestão de álcool, e a maior incidência é em adultos entre 30 e 60 anos. Os dados fazem parte do relatório epidemiológico dos óbitos ocorridos no Distrito Federal em 2019 e atestados pelo SVO. O objetivo do relatório é apresentar a descrição das causas esclarecidas das mortes para aperfeiçoar a qualidade da informação sobre mortalidade, colaborando assim no aprimoramento da construção e implantação de políticas públicas de saúde.

 

“O SVO recebe corpos de óbitos por causas naturais. Em primeiro lugar, a comunicação do óbito deve ser feita na delegacia mais próxima, que faz comunicação ao SVO informando o local do óbito por causa natural, emitindo a guia de recolhimento de cadáver enviada ao e-mail do SVO. A partir daí a equipe do SVO começa o deslocamento, partindo do Hospital Regional de Ceilândia, até onde o fato ocorreu”, explica a chefe do Núcleo de Serviço de Verificação de Óbito do DF, Aurea Sakr Cherulli.

 

Desde 26 de janeiro de 2019, a remoção de cadáveres, em decorrência de morte natural em residência e via pública, antes feita pelo IML, passou a ser efetuada integralmente pelo Serviço de Verificação de Óbitos. Aurea observa que o número de óbitos atestado pelo SVO (1.720) está praticamente empatado com o número atestado pelo Instituto de Medicina Legal (1.687).

 

NÚMEROS – Do total de 1.720 óbitos atestados pelo SVO, 1.666 (96,9%) foram não fetais e 54 (3,1%) foram óbitos fetais. Em relação aos óbitos não fetais, 58,4% foram do sexo masculino, na faixa etária de maiores de 60 anos.

 

Os maiores percentuais de óbitos foram nas Regiões de Saúde Oeste (29,1%), que compreendem Brazlândia e Ceilândia e, Sudoeste (26,8%), que abrange as cidades de Águas Claras, Recanto das Emas, Samambaia, Taguatinga e Vicente Pires.

 

“O relatório de funcionamento do SVO, nos orienta em relação ao número de óbitos ocorridos em residência e via pública. Através do relatório é possível concluir que a maior incidência de mortes ocorre nos adultos acima de 60 anos. Além disso, as patologias que mais usuais nesse grupo são diabetes e hipertensão, doenças que estão muito associadas ao infarto agudo do miocárdio”, avalia Aurea.

 

SERVIÇO – O Serviço de Verificação de Óbito funciona 24 horas por dia, com equipes formadas por seis técnicos de laboratório, quatro médicos, um técnico de patologia clínica, nove auxiliares operacionais de serviços diversos e seis motoristas.

 

A equipe do SVO, no momento da remoção, passa orientações aos familiares sobre os procedimentos a serem adotados, entre eles, o comparecimento ao SVO para recebimento de exames do corpo e a autorização de necropsia. Para este procedimento é necessário agendamento prévio pelo telefone: 99249-9367.

 

A família passa por entrevista médica sobre o óbito e, se há prontuário eletrônico, este também é consultado. Além disso, a família retira recebimento de exames do corpo, já que esta etapa é posterior à necropsia. Os trabalhos internos ficam centralizados no Hospital Regional de Ceilândia.

 

Em 2020, também já estão sendo realizadas as remoções de corpos nos hospitais e em outros estabelecimentos da rede pública, que serão submetidos a necropsia no SVO, respeitando os critérios estabelecidos: doenças de notificação compulsória, casos sem definição de causa básica e com atendimento igual ou menor que 24 horas, sem diagnóstico.

 

Texto: Jurana Lopes, da Agência Saúde

Fotos:  Mariana Raphael/Arquivo SES