Governo do Distrito Federal
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27/09/21 às 11h13 - Atualizado em 27/09/21 às 15h49

Mais de meio milhão de recém-nascidos fez o teste do pezinho ampliado

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O Distrito Federal foi pioneiro, no Brasil, a oferecer o teste que detecta mais de 53 doenças

 

ADRIANA SILVA I EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA I DA AGÊNCIA SAÚDE-DF

 

O Distrito Federal alcançou mais uma marca histórica na saúde neste mês: 500 mil recém-nascidos triados com o teste do pezinho desde o início da implantação da Triagem Neonatal Ampliada. O DF foi a primeira unidade da federação a ofertar o exame ampliado que, atualmente, é capaz de detectar 53 doenças.

 

 

A Lei federal nº 14.154, que foi sancionada no dia 26 de maio, determinou a ampliação do número de doenças rastreadas no teste do pezinho oferecido pelo SUS passando de 7 para 50. No DF, o teste ampliado passou a ser obrigatório nas maternidades por meio da Lei Distrital 4.190/2008.

 

A marca de 500 mil testes ampliados realizados é motivo de comemoração da equipe responsável pelo serviço, como é o caso do biólogo e chefe do Laboratório de Triagem Neonatal da Unidade de Genética do Hospital de Apoio de Brasília (HAB), Vitor Araújo, que participou da implementação do sistema na capital federal.

“Em 2010 notificamos nosso primeiro teste e agora, 10 anos depois, estamos notificando o paciente de número 500 mil. Ou seja, meio milhão de crianças triadas em 1 década”, comemora. O biólogo ressalta, ainda, a importância do diagnóstico precoce.

 

“Temos uma série de exemplos de crianças que ainda frequentam o HAB e que foram diagnosticadas com doenças muito graves. Felizmente descobrimos essas doenças precocemente e hoje elas estão com 5, 8 e 10 anos e com o desenvolvimento praticamente normal”, destaca o profissional que finaliza. “É muito bacana ver elas e saber que ajudamos a salvar essas vidas com a realização do teste do pezinho”.

 

O Teste

 

O teste do pezinho é realizado em todas as maternidades públicas e nas unidades básicas de saúde do Distrito Federal. Os exames são encaminhados para o serviço de referência em triagem neonatal, no Hospital de Apoio de Brasília. Cada teste realiza 9 tipos de exames e pode detectar até 53 doenças.

 

Coleta de sangue para o teste do pezinho – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

Trata-se de um exame de prevenção que é fundamental para a saúde da criança, pois ajuda a diagnosticar doenças metabólicas, genéticas e infecciosas capazes de afetar o desenvolvimento dos recém-nascidos e que não apresentam sintomas detectáveis até o momento do nascimento.

 

O teste é realizado através de uma pequena amostra de sangue retirada do calcanhar do recém-nascido e por esse motivo recebe o nome de teste do pezinho e garante que doenças graves sejam detectadas e o tratamento adequado seja iniciado o quanto antes.

 

“O DF hoje bate o marco de meio milhão de crianças triadas pelo teste do pezinho ampliado. Esse número histórico representa a eficácia de uma medida de saúde pública que salva vidas. São as gotinhas salvadoras. A importância disso reflete-se na diminuição da mortalidade infantil que o indicador vem mostrando. Isso é possível graças a uma equipe multidisciplinar engajada na causa. O teste do pezinho do DF é o mais ampliado da rede pública nacional”, ressalta a Referência Técnica Distrital de Triagem Neonatal, Kallianna Paula Duarte Gameleira.

 

As gotas de sangue retiradas do calcanhar do bebê são usadas para processamento do exame – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

 

Ampliação do serviço

 

O diagnóstico de Atrofia Muscular Espinhal (AME) será incluído na lista de exames detectados por meio do teste do pezinho realizado no Distrito Federal. É o que prevê a Lei nº 6.895/2021, que assegura que todas as crianças nascidas nos hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde da rede pública do Distrito Federal tenham direito ao diagnóstico de AME, na modalidade ampliada do teste do pezinho.

 

AME é uma doença genética rara, grave, progressiva e muitas vezes letal. A doença afeta a capacidade motora, caminhar, falar, comer e alguns casos respirar. A doença afeta em média um a cada 10 mil nascidos vivos.

 

A doença começa logo após o nascimento e progride rapidamente até os seis meses de vida. Ela afeta as células nervosas da medula espinhal que controlam os músculos, e outras células em todo corpo. Por isso a importância do diagnóstico logo após o nascimento da criança.