Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
24/04/13 às 20h59 - Atualizado em 30/10/18 às 15h05

Mais segurança nos procedimentos cirúrgicos

Seminário “Cirurgias Seguras Salvam Vidas” vai definir protocolo

Para definição do protocolo de segurança que será implantado no Centro Cirúrgico, médicos, anestesistas, residentes, enfermeiros e técnicos de enfermagem do Hospital de Base participam nessa quinta-feira (25), do seminário Cirurgias Seguras Salvam Vidas, no auditório do HBDF. A programação será aberta às 9h e se estenderá até às 12h, prosseguindo à tarde, das 14h às 17h.

Garantir a segurança no Centro Cirúrgico é, segundo Bruno Sarmento, chefe do Centro Cirúrgico do HBDF, o principal objetivo do evento. De acordo com ele, primeiro os servidores que trabalham com cirurgias assistirão a palestra, depois terão um treinamento in loco, repassando passo a passo o protocolo definido.

Composto por três etapas, o protocolo de segurança terá em sua primeira fase, como explicou Bruno, alguns itens como confirmação da identidade do paciente, se está em jejum, verificação das alergias, lado correto a ser operado, procedimento correto e tipagem sanguínea. Depois desta primeira parte, definida pelo chefe do Centro Cirúrgico do HBDF, como chek list, vem a segunda fase que inclui as verificações feitas já na sala de cirurgia. Nessa etapa é feita a checagem de material, equipamento, medicamentos e ainda, se o paciente está ciente de todas as implicações do procedimento, tendo assinado o termo de consentimento.

Corpos estranhos – Apesar de considerar todo o protocolo como muito importante para a segurança do paciente, dos servidores e da própria SES, o chefe do Centro Cirúrgico garante que a última etapa vai evitar muitos problemas. Isto porque ao término da cirurgia os profissionais envolvidos terão de fazer uma nova checagem de material e equipamento, para prevenção de esquecimento de corpos estranhos no paciente.

Bruno espera que o protocolo tenha sucesso e seja implantado em toda a rede. Segundo ele, o HBDF foi escolhido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa – para implantação do procedimento de segurança, determinado pela Organização Mundial de Saúde – OMS-, por fazer parte da Rede Sentinela. Grupo de hospitais fornecedores de estatísticas, inclusive de problemas, para definição de políticas.

Luciene Torquato