Governo do Distrito Federal
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19/06/19 às 11h34 - Atualizado em 19/06/19 às 21h43

Mais uma importante missão desempenhada pelo Corpo de Bombeiros

Corporação percorre as residências de doadoras, recolhe e distribui o alimento

 

Há 30 anos, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) vem ampliando sua atuação no salvamento de vidas. Nesse período, além das operações pontuais de atendimento a chamados de socorro, acidentes de trânsito e queimadas, os servidores voltaram os olhos para o chamado de bebês recém-nascidos cujas mães têm dificuldade em amamentar.

 

Com nove equipes distribuídas em pontos estratégicos, os militares recolhem, diariamente, o leite materno nas residências de doadoras cadastradas em 12 bancos de coleta do DF.

 

“Se não fossem os bombeiros, talvez não tivesse tantas doações, porque não é só tirar o leite: tem de armazenar e, depois, levar ao hospital, em condições adequadas de transporte”, explica a doadora Josemara Ferreira da Silva.

 

Moradora de Samambaia Sul, Josemara teve Maria Júlia há quatro meses e, desde então, contribui, semanalmente, com três a quatro frascos de 300 ml cada. “Além da bebê, tenho dois meninos adolescentes”, conta. “Sou eu quem cuida da casa e das crianças. Certamente, se eu tivesse de levar o leite, minha contribuição seria bem menor”.

 

Os procedimentos para a doação de leite da dona de casa ficam sempre sob a tutela de duas sargentos, Tânia Alencar e Joselita Machado, ambas veteranas na coleta domiciliar. Tânia atua nessa na função há 15 anos; Joselita, há 23. “A gente ama isso aqui”, resume Joselita. “Salvamos pequenas vidas, que precisam muito desse alimento tão precioso”.

 

COLETA – As militares vão até a casa das doadoras para receber frascos cheios e deixar outros esterilizados para coletas futuras. “Semanalmente, apenas nessa região, visitamos cerca de 100 doadoras”, contabiliza Tânia. “Cada uma, em média, doa de três a quatro vidros.” Elas atuam na área que abrange Samambaia, Recanto das Emas e Riacho Fundo.

 

Além do recolhimento dos frascos nas residências e da distribuição de materiais de segurança, como toucas, máscaras e vidros esterilizados, as bombeiras dão orientações e acompanham os exames de rotina das doadoras. “Todas precisam apresentar os exames do pré-natal e, de seis em seis meses, devem repetir os exames de Aids, sífilis e hepatites para mantermos a qualidade da doação”, explica a sargento, que também é técnica em enfermagem.

 

A dupla lembra da necessidade de ampliar a rede de doadoras no DF. “Toda mulher que amamenta pode fazer a doação, mesmo que seja de apenas um vidro por semana”, pontua Tânia. “Muitas não sabem o quanto isso é significativo e pode ajudar na recuperação de um bebê recém-nascido que está internado.”

 

As interessadas em doar leite materno podem ligar para o telefone 160, opção 4. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e, aos sábados, das 8h às 18h. Outras informações estão disponíveis também no site Amamenta Brasília.

 

Todas as orientações necessárias são repassadas às mães e, num segundo momento, é agendada uma visita dos bombeiros. Quem preferir, pode fazer a entrega pessoalmente em um dos 12 bancos de leite ou em um dos dois postos de coleta da rede pública de saúde.

 

SOLIDARIEDADE – Mãe recente, Valéria Matos é uma das doadoras de Samambaia Norte e conta que, tão logo confirmou a gravidez, decidiu contribuir com o banco de leite. “Na minha família, tive uma prima que precisou [de doação] porque o bebê era prematuro e ficou internado. Eu já tinha isso na cabeça desde o começo”, lembra.

 

Com orgulho, ela exibe o filho Ian, de quatro meses. “Ele não deixou de mamar. Pelo contrário, quanto mais ele mama, mais eu produzo leite e posso doar. Comecei com um frasco e agora já estou doando quatro”, enfatiza.

 

O cuidado em manusear o precioso líquido, explica Valéria, é necessário para não colocar todo o trabalho a perder. “Escolho um cantinho da casa mais tranquilo, prendo os cabelos, lavo as mãos e os braços, coloco a máscara e, só então, vou retirar o leite. É algo trabalhoso, mas é recompensador saber que estou ajudando outro bebezinho a ter saúde e ganhar peso”.

 

Confira a relação de bancos de leite no DF

 

BLH HFA (Forças Armadas): (61) 3966-2250
BLH HRAN (Asa Norte): (61) 3901-3060
BLH HMIB (Asa Sul): (61) 2017-1608
BLH HRBZ (Brazlândia): 2017-1300 Ramal: 3903

BLH HRC (Ceilândia): (61) 2017-2000 (Ramal: 3033)
BLH (Gama): (61)  2017-1800 ramal 5319
BLH (Planaltina): (61) 2017- 1369
BLH HRL (Paranoá): 2017-1550, ramal 1579
BLH HRS (Sobradinho): (61) 2017-1204
BLH HRSM (Santa Maria): (61) 2017-1500 Ramal 5529/5530
BLH HRT (Taguatinga): (61) 2017 1700  Ramais: Secretaria (3458), Coordenação (3459), Sala de Apoio (3460)

BLH HUB (Universitário de Brasília): (61) 2028-5391
Posto de Coleta São Sebastião: (61) 3339-1125
Posto de Coleta HRSAM (Samambaia): (61) 2017-2202

 

 

Da Agência Brasília

Fotos: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília