Governo do Distrito Federal
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5/08/16 às 16h58 - Atualizado em 30/10/18 às 15h15

Médico dá dicas para diminuir sintomas de alergia no tempo da seca

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Falta de umidade aumenta  casos da doença, que chega a atingir 40% da população

BRASÍLIA (4/8/16) – Olhos e nariz coçando, acompanhados de espirros e garganta irritada. Esses são alguns dos sintomas de quem desenvolve algum quadro de alergia no trato respiratório. Com a baixa umidade registrada nos últimos dias na capital federal, que piora a situação de quem convive com o problema, o alergista da Secretaria de Saúde, Jairo Kono de Oliveira, lista diversas dicas para reduzir os sintomas.

“O clima está com a umidade baixa e o tempo frio. Isso é ruim porque os nossos pulmões precisam receber o ar em estado úmido e quente”, explicou o médico. Segundo ele, nem todo mundo desenvolve sintomas em razão do clima porque o corpo possui órgãos de defesa, entre eles, o nariz, que aquece, filtra e umidifica o ar. Quando por algum motivo isso não ocorre e o ar chega frio e seco ao pulmão, o indivíduo pode desenvolver rinite alérgica, laringite, asma e outras doenças e sintomas, como rouquidão e nariz congestionado.

A alergia no trato respiratório é uma inflamação causada pela reação de hipersensibilidade provocada pela resposta imunológica após a exposição aos aeroalérgenos, que são antígenos (substâncias estranhas ao organismo) existentes no ar que podem causar a alergia. Quem é afetado possui pré-disposição genética, ou seja, é hereditário, mas depende de cada pessoa sobre como irá se manifestar.

Por isso, no Distrito Federal, outro fator desencadeante das alergias é o ácaro. “Ele se alimenta de restos de poeira, de alimentos, de partículas de insetos e da nossa pele que descama. Em um colchão de solteiro com quatro meses de uso, que é considerado novo, podem estar acumulados de um milhão a dois milhões de ácaros”, contabilizou.

Segundo ele, muita gente pensa que deixar o colchão ao sol, assim como travesseiros, diminui a quantidade de ácaros. Porém, eles só morrem quando expostos à uma temperatura de 60 graus centígrados. Por isso, é necessário usar capas protetoras específicas para evitar a proliferação.

O alergista finaliza alertando que, apesar de os sintomas ficarem mais notórios quando o ambiente está seco, o clima chuvoso também pode ser responsável por doenças no trato respiratório.

“Nós culpamos muito a secura porque o mal-estar nessa época é maior, mas o excesso da chuva também é propício para a proliferação de fungos e ácaros e microrganismos que podem causar, inclusive, doenças infecciosas. Ou seja, o extremo da seca e da umidade não são favoráveis. Por isso, é importante se cuidar durante todo o ano”, completou.

DICAS – Manter a hidratação do corpo é uma das ações mais importantes para se prevenir. Mas não é apenas com a ingestão de água, e sim com a hidratação de olhos com colírios apropriados e nariz com soro fisiológico. Veja as demais dicas:

– Evitar carpetes, tapetes, cortinas, móveis estofados de tecido ou almofadas que constituem depósitos de poeira.
– Revestir colchão e travesseiro com napa ou similar. Lençóis e fronhas devem ser trocadas pelo menos duas vezes por semana.
– Não usar mantas ou cobertores de lã e penas. Usar colcha de piquê, algodão ou edredom.
– O quarto deve conter apenas móveis indispensáveis como cama e guarda roupa (sem objetos em cima). Objetos acumuladores de pó devem ser recolhidos (pelúcia, livros, enfeites).
– As paredes da casa devem ter pintura lavável.
– Evitar acúmulo de mofo – arejar bem a casa e remover o mofo das paredes com água sanitária diluída em água.
– Substituir vassouras, escovas, pano eco e espanador por pano úmido e aspirador de pó.
– Não permanecer na casa do horário de limpeza, nem tomar parte de qualquer atividade correlata.
– Evitar contato com fumaça de cigarro, principalmente, dentro de casa.
– Praticar atividades ao ar livre e esportes.

TRATAMENTO – Quem possui alergia pode procurar assistência em diversas unidades de saúde. Na Unidade Mista de Taguatinga, há uma equipe especializada para tratamento não só de alergias respiratórias, mas cutâneas e alimentares. O acesso é pelo Sistema de Regulação da pasta, após o paciente receber encaminhamento em alguma unidade, como postos e centros de saúde. Porém, quem apresentar crises, pode ir até a Unidade Mista de Taguatinga, que funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 7h às 18h.

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